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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Copa mais “verde”

MMA discute a adoção de projetos de redução das emissões de gases poluentes decorrentes das obras do torneio

Lucas Tolentino

Mesmo com os inúmeros benefícios para o Brasil, a Copa do Mundo de 2014 pode gerar impactos ambientais nas cidades que sediarão os jogos do torneio. Para evitar consequências negativas ligadas às mudanças climáticas, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) trabalha ações com o objetivo de transformar o torneio em uma Copa Verde, com enfoque na sustentabilidade das obras em andamento nas 12 cidades-sede.

O aumento no consumo de energia, a construção de estádios e o deslocamento urbano aparecem como as principais ameaças para o meio ambiente. “A Copa do Mundo tem um grande potencial de transformação e consolidação das tecnologias de baixo carbono”, justifica a gerente Karen Cope, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do MMA. “É importante deixar, após o evento, um legado de economia verde”.

Tatu-bola: mascote da Copa caiu no gosto popular

GESTÃO

A Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade, criada em função da Copa do Mundo, é onde se discute os temas ambientais ligados ao evento. No âmbito das mudanças climáticas, as iniciativas se concentram na gestão das emissões de gases de efeito estufa. Entre elas, está o guia para elaboração de um inventário, com o objetivo de subsidiar a execução de obras sustentáveis nos estados. 

Uma parceria com a Embaixada Britânica possibilitou a realização de oficinas de capacitação com representantes de várias cidades-sede. A cooperação tem permitido que as orientações e alternativas sigam as diretrizes do Useful Simple Projects, entidade responsável pelo inventário de emissões de gases de efeito estufa das Olímpíadas de Londres, realizadas neste ano. 

EXEMPLOS

Karen Cope defende que as medidas da Copa Verde considerem experiências vividas por outros países que sediaram grandes eventos. Segundo ela, as duas últimas Copas do Mundo, realizadas na África do Sul (2010) e na Alemanha (2006), já levavam em consideração aspectos ambientais. “Em muitos casos, tentam compensar as emissões por meio de reflorestamento”, afirma. Mas o que queremos é não emitir gases de efeito estufa”. 

O projeto da Copa Verde envolve diversos órgãos do Executivo. O acordo de cooperação celebrado entre o MMA e o Ministério do Esporte determina que haja um esforço conjunto na incorporação da esfera ambiental às obras decorrentes da competição. Firmado em 2010, o pacto tem, ainda, o objetivo de assegurar o envolvimento dos governos estaduais e municipais no processo.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente.



Etiquetas Jadi ou Canal Verde, a opção é sua a qualidade é nossa.


A Canal Verde, líder na distribuição de insumos e suprimentos para impressão no Brasil, oferece opções diferentes de etiquetas para comercialização dos Toners em garrafas. 



Na opção de etiqueta Canal Verde, você tem nossa marca estampada e a certeza de comprar a qualidade que há mais de 20 anos conquista o mercado.  Na opção de etiqueta JADI, parceira exclusiva Canal Verde no Brasil, você compra o produto com o selo do melhor fabricante de pó de toner do mundo.
Seja qual for sua escolha, nós garantimos a melhor qualidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Bilionária de 56 anos tenta salvar HP do precipício


Aos 56 anos, Meg Whitman já descobriu o que fará no terceiro ato de sua vida. Há pouco mais de um ano, a executiva (que se tornou bilionária como presidente do eBay e gastou uma fortuna tentando se eleger governadora da Califórnia) é a CEO da HP (Hewlett-Packard).

Hoje, a maior companhia do setor tecnológico americano em termos de receita parece ter sido jogada para escanteio. Desde que Meg assumiu a empresa, as ações despencaram em 24%. Ontem, chegaram ao menor patamar dos últimos dez anos.

Apesar de investir US$ 4 bilhões anuais em marketing, a HP vem sofrendo a mais rápida erosão entre as grandes companhias mundiais, de acordo com o grupo publicitário WPP.
Por que então aceitar o cargo? Parte da resposta pode estar no novo slogan que ela propõe para a empresa: "Fazendo importar".

Meg Whitman acredita na HP e que a companhia é importante para o Vale do Silício, a Califórnia e o planeta.

A executiva quer uma nova empresa, com mais foco no consumidor e na informação onipresente. Sua ideia é reformular os computadores com telas que possam ser removidas para funcionar como tablets, parecidos com o iPad, da Apple.

Segundo a executiva, a HP também irá ingressar no mercado de aparelhos móveis. As impressoras da companhia, sob ataque de concorrentes mais baratos, também estão sendo reformuladas.

DECLÍNIO
Administrar o declínio, ou, como prefere a CEO, "a transformação de antigos negócios", é sempre uma tarefa difícil para um executivo.

Paul Sancya/Associated Press
Meg Whitman, executiva-chefe da HP, num evento político em 2008
Meg Whitman, executiva-chefe da HP, num evento político em 2008


Para superá-lo, Meg vem tentando reproduzir o velho estilo dos cofundadores da HP, William Hewlett e David Packard: ela espera na fila para fazer refeições na cantina, faz videoconferências com os funcionários e pergunta se pode se sentar ao lado de seus subordinados.

"Não há nada de errado em comandar um negócio em declínio, desde que você esteja administrando esse declínio", diz. "Mas não é viável ter uma empresa que esteja inteira dessa forma."

Para Marc Andreessen, investidor do Vale do Silício e membro do conselho da HP que ajudou a contratar Meg, "ela compreende os clientes e o negócio". Embora não seja engenheira, "sabe muito bem como conversar com engenheiros".


PLANOS

Na tentativa de retomar sua posição de marca, a empresa espera vender mais computadores pessoais a partir de outubro.

Neste ano, a executiva dobrou a equipe de designers da divisão de computadores que agora conta com 60 pessoas --ainda pequena se comparada à da Apple.

Na apresentação anual da HP a investidores, ela culpou as várias mudanças em cargos de alto escalão nos últimos anos pela lentidão na recuperação da companhia.
Segundo ela, deve demorar até o ano fiscal de 2014 para que a recuperação torne-se visível.

"O grande desapontamento deriva do fato de que espera-se que as coisas piorem (no ano fiscal de 2013)", disse o analista Amit Daryanani, da RBC Capital Markets.
Tradução de PAULO MIGLIACCI

Tempo de decomposição de alguns materiais

Você sabia que várias coisas que já não tem mais utilidade podem ser reaproveitadas e voltar a ter utilidade?

Pois é, isso se chama reciclagem!

A reciclagem é um conjunto de técnicas que tem o objetivo de aproveitar os restos e reutilizá-los no processo de produção de que saíram. Eles são desviados, coletados, separados e processados para serem utilizados como matéria-prima na fabricação de novos produtos.

O lixo de gerações

Cada brasileiro produz cerca de 500 gramas de lixo por dia. Olhando assim, parece pouco, mas, somando a população brasileira você vai ver que toso esse lixo se transforma em um enorme bolo de milhões de toneladas.
Quando o caminhão de lixo passa para recolher os sacos, ele é levado para um terreno chamado de aterro sanitário ou lixão. Porém devido o aumento da população, a quantidade de lixo também aumenta, e isso está fazendo com que não haja mais espaço para tanto lixo.
Na natureza, toda a matéria orgânica viva se decompõe rapidamente e ainda ajuda a tornar a terra mais fértil para alimentar novos seres que virão. Mas, com os seres humanos é diferente, porque são os únicos seres vivos que produzem coisas artificiais, e, algumas delas como latas de refrigerante, plástico e vidro levam uma eternidade para se decompor.
Confira na tabela abaixo com alguns desses ‘lixos de gerações’:
Material
Tempo para decomposição
Jornais
De 2 a 6 semanas
Embalagens de papel
De 3 a 6 meses
Fósforos e pontas de cigarros
2 anos
Chiclete
5 anos
Nylon
30 anos
Tampas de garrafas
150 anos
Latas de alumínio
De 200 a 500 anos
Isopor
400
Plásticos
450 anos
Fralda descartável comum
450 anos
vidro
1.000.000 de anos (um milhão)

Como reciclar?

A reciclagem começa dentro de casa, pois é necessário a separação e preparação do lixo.
Por exemplo: As pilhas não devem ser misturadas com o lixo comum (restos de comida), pois contem substâncias tóxicas.
O lixo deve ser separado lixo reciclável como o plástico, o papel, o vidro e o metal.
Daí quando tudo estiver corretamente separado, é só levar para os Pontos de Entrega Voluntária (P.E.V.), espalhados pelas cidades do Brasil. Ou então, você pode levar para o local mais próximo da sua casa onde existem aquelas latas grandes e coloridas com os símbolos de cada material.
Conheça os símbolos e as cores para cada tipo de material, espalhados no mundo inteiro:
RECICLÁVEL
NÃO RECICLÁVEL
PAPEL
PAPEL
Jornais e revistas
Fitas adesivas
Folhas de caderno
Papel carbono
Caixas de papel
Papeis sanitários
Cartazes
Papeis metalizados
Guardanapos
fotografias
PLÁSTICO
PLÁSTICO
Garrafas de refrigerantes
Cabo de panela
Embalagens de produtos de limpezas
Tomadas
Copinhos de café
Embalagens de biscoito
Embalagem de margarina, canos e tubos
Misturas de papel, plásticos e metais
Sacos plásticos em geral
Metal
Metal
Latinhas de aço (de óleo, de salsicha)
Pilhas
Latinhas de alumínio (como as de refrigerante)
Esponjas de aço (aquelas usadas para lavar louça)
Panelas
Clips
Pregos
Grampos
Arames
VIDRO
VIDRO
Garrafas de todos os tipos
Espelhos
Copos
Lâminas
Potes
Porcelana
Frascos
Cerâmica
Depois de separado o material vai para a central de triagem no Departamento de Limpeza Urbana (D.L.U.). Lá o ele é colocado em uma esteira rolante para a seleção do que pode e o que não pode ser reciclado.
Confira abaixo o que pode e o que não pode ser reciclado:
A reciclagem tem um papel fundamental no meio ambiente, pois além de diminuir o acúmulo de lixo nas áreas urbanas, ela ainda faz uma “economia” dos recursos naturais.
E cada um de nós só tem a ganhar com isso, pois se o meio ambiente está bem, nós também estamos.
Fonte: www.fiocruz.br




EFI redefine mercado de impressão digital em cerâmica com tecnologia de última geração Cretaprint e Fiery


A EFI™ anunciou a impressora Cretaprint® C3 EFI com o Fiery® ProServer para Cretaprint, a primeira interface digital do mundo para o crescente mercado de criação de imagens em cerâmica. Representando uma nova geração de impressoras a jato de tinta para cerâmicas, a impressora multifuncional e digital para decoração em cerâmica Cretaprint C3 aproveita cinco anos de trabalho de pesquisa e desenvolvimento, combinando o conhecimento e os comentários dos clientes em seus 15 anos de atuação no mercado. 
 
A primeira impressora Cretaprint C3 EFI foi instalada em El Barco, na Espanha. “A impressora a jato de tinta C3 de última geração da EFI Cretaprint fornece a impressão da mais alta qualidade disponível em cerâmica”, afirma Jose Carlos Fernandez, diretor de tecnologia em El Barco. “Com cores mais intensas, mais flexibilidade, maior rendimento e uma excelente interface de usuário, essa recente tecnologia a jato de tinta ajuda nossas empresas a serem mais produtivas, lucrativas e a crescer superando as expectativas dos clientes”.
 
“Esta é a terceira geração de impressoras digitais de cerâmica da Cretaprint e ela mudará completamente o setor”, afirma Ghilad Dziesietnik, diretor de tecnologia da EFI. “O mercado de criação de imagens em azulejos está passando rapidamente para a era digital, e a EFI Cretaprint vem liderando essa transformação no mundo todo. A Cretaprint C3 permite aos clientes acelerar as linhas de produção e criar produtos com valor agregado graças às inovações em cada área da impressora. Essa é o equipamento mais flexível, confiável e produtiva já construída para o mercado de cerâmicas”.
 
A Cretaprint C3 possui um só gabinete capaz de acomodar até oito barras de impressão, que são fáceis de acessar devido ao novo design de barra deslizante e pode ser configurada independentemente para impressão e efeitos de decoração especial. O sistema multifuncional flexível e inovador oferece mais de 1.000 configurações personalizáveis, de largura e velocidade de impressão à direção da impressora e descarga de tinta e permite trabalhar com diferentes cabeças de impressão na mesma máquina – algumas para impressão e outras com descarga de tinta mais intensa para aplicar efeitos de decoração especial. Seu design e tamanho compactos permitem que ela seja incorporada com facilidade à linha de produção de azulejos existente. 
 
A Cretaprint C3 EFI vem com um Fiery proServer opcional, a primeira solução de gerenciamento de cores dedicada ao mercado de cerâmica, redefinindo o design e o processo de produção de cores na área de criação de imagens em cerâmica, o que gera resultados previsíveis, controlados e automatizados. O fluxo de trabalho em cerâmica de Fiery serve como ponte entre a produção em um ambiente de impressão em cerâmica e as soluções de gerenciamento de negócios. O fluxo de trabalho reduz o desperdício, aumenta a produtividade e a lucratividade por meio de processos baseados em medições que eliminam a abordagem de tentativa e erro em relação ao gerenciamento de cores. Para mais informações sobre a Cretaprint C3 EFI e o Fiery proServer, acesse www.efi.com/cretaprint 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cientistas desenvolvem impressoras que produzem tecido humano em 3D


O cientista Vaidehi Joshi prepara um componente para colocar em ação a impressora celular da Organovo, que produz tecidos humanos vivos em 3D, em San Diego, na Califórnia. Em cerca de uma dezena de laboratórios de grandes universidades e de empresas, engenheiros biomédicos estão trabalhando para descobrir maneiras de imprimir tecidos humanos vivos, na esperança de um dia conseguir produzir partes personalizadas de corpos e implantes sob encomenda. 

Apesar de ainda estarem longe de ser utilizadas clinicamente, essas experiências relacionadas à engenharia de tecidos humanos representam o próximo passo em um processo batizado de fabricação adaptativa computadorizada, no qual designers industriais produzem protótipos personalizados e partes acabadas de corpos utilizando impressoras 3D de baixo custo.

Em vez de produzir objetos de plástico, metal ou cerâmica, essas impressoras médicas 3D soltam esguichos de células vivas. Os pesquisadores chamam a técnica de bioimpressão. Essas máquinas são capazes de criar estruturas de tecido, camada a camada, e de gerar qualquer forma em 3D, como tubos que serão utilizados como vasos sanguíneos, cartilagens moldadas para compor articulações ou pedaços de pele e músculos para criar band-aids vivos, mostraram estudos recentes realizados em laboratório.

"É possível imprimir um tecido pedacinho por pedacinho", disse Gordana Vunjak-Novakovic, bioengenheira do Laboratório de Células-Tronco e Engenharia de Tecidos da Universidade de Columbia. "A bioimpressão é uma técnica muito inteligente que trouxe um uso totalmente novo para um equipamento muito antigo que todos nós temos em casa, que é a impressora a jato de tinta."

Na Universidade de Cornell, em Ithaca, no Estado de Nova York, pesquisadores estão imprimindo válvulas cardíacas experimentais, cartilagens de joelho e implantes ósseos. Na Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, bioengenheiros estão imprimindo células renais. Seus colegas estão produzindo uma impressora portátil para imprimir tecidos curativos diretamente sobre queimaduras ou machucados. Na Universidade de Missouri-Columbia, pesquisadores imprimiram vasos sanguíneos passíveis de serem utilizados e fibras de músculo cardíaco que ativam os batimentos.

No futuro, os engenheiros biomédicos esperam conseguir imprimir tecidos feitos sob medida, que serão utilizados em cirurgias, além de órgãos inteiros, que poderão ser empregados em transplantes para eliminar a longa espera dos pacientes que aguardam órgãos de doadores compatíveis, além de acabar com o risco de seus corpos rejeitarem os tecidos recebidos.

"Essa tecnologia tem, claramente, muitas aplicações", diz o biofísico Gabor Forgacs, da Universidade de Missouri-Columbia, que auxiliou no desenvolvimento da tecnologia da bioimpressão. Mas essa tecnologia ainda terá de enfrentar muitos obstáculos. Pode levar cinco anos ou mais até que o mais simples desses protótipos experimentais esteja pronto para ser usado em testes clínicos. Entre os problemas que podem ocorrer estão o desafio de manter grandes estruturas de tecido vivas diante da falta de ferramentas computadorizadas para a produção de órgãos personalizados.

"Várias empresas de biotecnologia estão avaliando o terreno para tentar descobrir qual é o valor de mercado dessas bioimpressões", disse o engenheiro de robótica Hod Lipson, diretor do Creative Machines Lab, de Cornell, e coautor de "Fabricated: The New World of 3D Printing" ("Fabricado: o Novo Mundo das Impressões em 3D", em tradução livre).

Liderando esse mercado está a Organovo Inc., empresa sediada em San Diego, na Califórnia, que lançou as primeiras bioimpressoras 3D comerciais em 2010, utilizando tecnologia desenvolvida pelo doutor Forgacs, da Universidade de Missouri-Columbia, e pelos pesquisadores da Universidade Clemson.

Até o momento, a empresa produziu dez de suas bioimpressoras "NovoGen", ao custo de vários milhares de dólares cada uma. A companhia não revela informações precisas referentes a seus custos. "O equipamento permite que a gente imprima estruturas de tecido humano funcionais e vivas", diz Keith Murphy, diretor-presidente da Organovo.

A Organovo ainda não comercializa suas bioimpressoras. Por enquanto, a empresa apenas mantém os equipamentos para seus próprios projetos de desenvolvimento de produtos. Mas a Organovo compartilha suas bioimpressoras com outros pesquisadores por meio de parcerias com a Pfizer Inc., a United Therapeutics Corp. e a Faculdade de Medicina Harvard, entre outras instituições. Murphy recusou-se a revelar detalhes sobre esses acordos ou a dizer que tipos de produtos de células bioimpressas estão sendo desenvolvidos.

O equipamento da Organovo é programável e tem bicos impressores guiados a laser capazes de expelir "tintas" compostas por diferentes misturas de células. Cada gota de tinta é formada por uma solução que contém cerca de 10.000 a 30.000 células. A bio-tinta geralmente é composta de uma mistura obtida de uma cultura de células-tronco retiradas da medula óssea ou da gordura de doadores. Essas células podem, em seguida, transformar-se em vários tipos diferentes de células necessárias para construir os tecidos.

"Utilizamos blocos de células para compor uma estrutura em 3D, quase como se estivéssemos construindo alguma coisa com peças de Lego", afirma Murphy. "As células fazem todos os acabamentos sozinhas".
Para manter a estrutura da célula no formato desejado, a impressora dispõe camadas de gel solúvel em água ao mesmo tempo em que libera as células. "É como imprimir um molde ao mesmo tempo em que você imprime as células", diz Sharon Presnell, diretora de tecnologia da Organovo. "Isso ajuda a dar forma à peça que está sendo impressa."

Assim que a impressão é concluída, o tecido geralmente é capaz de se manter sem nenhum tipo de suporte após um período de 24 horas. Só então o molde de gel pode ser retirado. O tecido é mantido vivo em um bioreator banhado em nutrientes. Em geral, são necessárias mais três semanas para que o tecido fique forte o suficiente, o que ocorre à medida que as células constroem vínculos entre si. Os tecidos finalizados impressos dentro de tubos, como os vasos sanguíneos, são capazes de suportar uma força cerca de seis vezes superior à força normal da pressão sanguínea do corpo humano — que, ainda assim, representa apenas a metade da força de um vaso sanguíneo natural.

Cada tipo de órgão e tecido tem sua própria e complicada arquitetura interna. Na Organovo, os pesquisadores acreditam que existem padrões básicos de células que, uma vez completamente compreendidos, podem ser prontamente duplicados pela técnica da bioimpressão.
"A maior parte dos tecidos é de unidades repetitivas", diz ela. "O fígado é formado por uma série de glóbulos. O rim é formado por um conjunto de pirâmides. O corpo é um conjunto de tubos."
Até o momento, a bioimpressão tem apresentado um desempenho melhor na produção de estruturas celulares relativamente simples, com espessura de poucas centenas de mícrons — o equivalente a alguns fios de cabelo humanos —, formadas por cerca de 20 e poucas camadas de células. Entre outras coisas, tecidos maiores quando impressos, como cartilagens, geralmente não são fortes o suficiente para aguentar sozinhos o desgaste natural do corpo humano.

Mas, mais importante, segundo engenheiros biomédicos, é o fato de eles ainda não terem dominado a técnica de imprimir as redes microscópicas de capilares que correm entre as camadas de células e mantêm os tecidos normais vivos.

"Um dos grandes desafios é descobrir como alimentar esses tecidos", diz Christopher Chen, diretor do Laboratório de Microfabricação de Tecidos da Universidade da Pensilvânia, no Estado de Filadélfia.
Apesar dessa restrição, essas tramas tridimensionais rudimentares de células humanas podem se mostrar valiosas para os esforços de pesquisa voltados ao descobrimento de novos medicamentos e aos testes de segurança pré-clínica, dizem pesquisadores.

Agrupadas em uma estrutura tridimensional, as células humanas se comportam de maneira mais normal do que quando se encontram em culturas de uma camada única e isolada, como são costumeiramente cultivadas na maior parte dos testes de laboratório, segundo os pesquisadores. Isso implica que aglomerados de células bioimpressas podem apresentar cenários mais realistas para estudos farmacêuticos, comparativamente às culturas de laboratório tradicionais e aos testes realizados com animais, que muitas vezes podem produzir resultados médicos dúbios ou equivocados.

"Com o passar do tempo, a técnica da bioimpressão será cada dia mais utilizada em testes e no desenvolvimento de medicamentos", diz Lipson, da Cornell. No curto prazo, a Organovo está se concentrando no desenvolvimento de culturas de células em 3D que poderão ser utilizadas para estudos voltados à descoberta de medicamentos e em testes de toxidade, que compõem um mercado mundial avaliado em cerca de US$ 11 bilhões por ano, segundo a BCC Research. Em março passado, a agência nacional americana de incentivo à pesquisa médica, NIH, repassou à empresa US$ 290.000 para a realização de estudos sobre como imprimir células hepáticas em 3D — tipo de célula importante para testes toxicológicos.

Ainda são necessários avanços nos programas de computador que permitirão aos médicos transformar, sempre que necessário, os resultados de exames de raio X e de tomografia computadorizada em diagramas digitais para a obtenção de impressões de partes do corpo, dizem pesquisadores. "Nós temos máquinas capazes de fazer quase qualquer coisa, mas ainda não temos todas as ferramentas de design para produzir tudo o que queremos", disse Lipson. "Na área de bioimpressão, não há nenhum software de design capaz de produzir partes do corpo humano."

No longo prazo, a bioimpressão deverá gerar preocupações éticas, à medida que os engenheiros responsáveis pela produção de tecidos migrem da substituição e da renovação de partes do corpo humano para a melhoria dessas mesmas partes, segundo Lipson. "A questão desse tipo de melhoria sempre esteve aí, mas essa novidade a torna mais urgente", segundo ele. "Se você é um atleta com cartilagens de joelho aperfeiçoadas, será que você deveria ser desqualificado por ser mais vigoroso?"

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dia do Vendedor


Você sabe o que é impressão sublimática?


Nos últimos anos muitas pessoas têm investido na venda de produtos personalizados e obtido bons lucros com este serviço. Para criar canecas, camisetas, chinelos e outros materiais com um toque único, muitas pessoas se utilizam da técnica de impressão sublimática. Este é um negócio simples que não requer altos investimentos. Basta um computador, uma impressora e uma prensa térmica.

Sublimação é a passagem de um material diretamente do estado sólido para o gasoso. Este processo acontece com a tinta usada na impressão para que a imagem fique permanente no produto personalizado. As imagens sublimadas podem ser lavadas, são resistentes a arranhões e, no caso de roupas, podem ser colocadas na máquina de lavar.
Para este tipo de impressão é necessário uma impressora jato de tinta com cartuchos de tinta sublimática. Os modelos da Epson são os mais indicados, pela tecnologia avançada da cabeça de impressão, densidade de impressão e baixo custo. Também é necessário o papel transfer sublimático ou até mesmo um papel sulfite de 90g.

A imagem impressa no papel especial é colocada em contato com o material para o qual a arte será transferida. Por isso, é necessária uma prensa térmica. A tinta é resistente porque sob a pressão e o calor da prensa térmica ela é transformada diretamente do estado sólido para o gasoso. 

É preciso ter cuidado na hora de escolher os materiais para sublimação. Não é em qualquer superfície que é possível fazer a transferência da imagem. O objeto a ser personalizado deve ser previamente preparado ou deve ser fabricado especificamente para esta finalidade. Estes produtos devem possuir em sua superfície uma resina especial que permite a transferência da tinta. Por exemplo, algumas canecas de porcelana aceitam a impressão sublimática graças a essa resina. Em contrapartida, as canecas de cerâmica vendidas em supermercados, por exemplo, não podem ser personalizadas. 

Já a sublimação em tecido é muito utilizada e não é necessário usar resinas nem qualquer tipo de preparação prévia. Mas a qualidade é melhor em tecidos sintéticos, como as malhas esportivas. Em tecidos de algodão, por exemplo, a sublimação fica esbranquiçada. Por isso, muitas lojas que vendem artigos esportivos também utilizam esta técnica para personalizar camisetas de time com o nome do torcedor. 

Para que todo este processo funcione com perfeição é necessário ter um material de qualidade, tanto os equipamentos para a impressão quanto os produtos nos quais as imagens serão sublimadas devem ter tais características. O ideal é ter um bom banco de imagens e contar com produtos diversificados, como camisetas, canecas, chinelos, porta-retratos, pad-mouses, porta-copos, aventais, body, entre outros.

* Por Jorge Moreira Ferreira

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ricoh anuncia o lançamento da sua linha de impressoras industriais


A Ricoh Brasil, subsidiária do grupo industrial japonês Ricoh Company, acaba de lançar no mercado brasileiro uma nova linha de impressoras industriais: a P7000, a T4M e a T5000r. Com tecnologias de impressão matricial linear e térmica para grandes volumes de impressão, os novos equipamentos se destacam pela alta confiabilidade, pela produtividade, pela facilidade de manuseio e uso, além de suas soluções ecologicamente corretas.



A nova linha de impressoras Ricoh oferece perfeita integração ao fluxo de trabalho das empresas, melhorando consideravelmente a eficiência dos processos e negócios corporativos. Os novos equipamentos se destacam pela alta durabilidade, além da qualidade de impressão superior, obtida a partir de tecnologias patenteadas.

Os novos modelos oferecem ainda conectividade confiável, tinta mais durável, tecnologia de ponta, microchip incorporado, novo cartucho com fita, além da alternativa plug&print - que permite que as impressoras se integrem facilmente a qualquer rede de impressão baseada em Windows pré-existente. A nova fita com cartucho das impressoras P7000, T4M e T5000r oferece uma melhoria substancial na qualidade, na produtividade e nos custos de impressão.

Em relação às vantagens ambientais, as novas impressoras Ricoh são fabricadas para durar vários anos – o que representa um benefício ecológico importante em relação aos produtos de ciclo de vida mais curto. Além disso, os novos produtos são desenvolvidos com recursos que promovem o menor consumo de energia e geram menos desperdício.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Impressora 3D “recria” molusco extinto há milhões de anos


Como uma pequena fortaleza móvel, o moluscoProtobalanus spinicoronatus se deslocava no fundo de oceanos pré-históricos há cerca de 390 milhões de anos, protegido por uma rígida carapaça coberta por espinhos. Poucos fósseis dessa espécie foram encontrados e, como boa parte estava quebrada ou mal conservada, cientistas não sabiam exatamente como era a criatura.

Recentemente, porém, usando um micro scanner de tomografia computadorizada, um grupo de pesquisadores analisou fragmentos do molusco encontrados há dez anos em Ohio (Japão) e criaram um modelo virtual, que mais tarde foi “trazido à vida” por meio de uma impressora 3D.
“Agora nós podemos demonstrar que os Polyplacophora [gênero ao qual pertence o molusco] são ancestrais dos modernos quítons, que não se desenvolveram até recentemente na história da Terra”, explica o pesquisador Jakob Vinther, da Universidade do Texas em Austin (EUA). Essa recriação também deverá ajudar cientistas a situar o gênero Polyplacophora na árvore evolutiva. No futuro, quem sabe, essa técnica poderá ser aproveitada para outras espécies.[LiveScience]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

KODAK DEIXARÁ DE VENDER IMPRESSORAS A JATO DE TINTA EM 2013


Nova York - A Eastman Kodak planeja parar de vender impressoras a jato de tinta a partir de 2013, quando deixará a maioria de seus negócios para consumidores domésticos e se centrará na impressão comercial.
Fabricantes de impressoras estão lutando contra queda de vendas, tendo em vista que empresas estão cortando custos usando cada vez mais dispositivos móveis para tirar fotos e compartilhá-las digitalmente.
A Lexmark disse no mês passado que vai parar de fabricar impressoras a jato de tinta e concentrar-se nos negócios mais rentáveis de imagens e softwares.
A Kodak, que já deixou o segmento de câmeras digitais, previu nesta sexta-feira gastar 90 milhões de dólares na saída do negócio de impressoras de jato de tinta.
Entretanto, a companhia continuará a vender cartuchos para as impressoras de jato de tinta já vendidas.
A Kodak, que pediu concordata este ano depois de lutar para adaptar-se à era digital, disse que recebeu "significativas manifestações" de interessados nos negócios de quiosques de impressão e de escaneamento de imagens.
A empresa prevê cortar mais 200 postos de trabalho, além dos 1 mil anunciados neste mês. A fabricante já cortou 2.700 empregos ao longo deste ano.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Impressora portátil para ser utilizada com smartphones, é lançada pela LG


A marca sul-coreana LG, apresentou uma pequena impressora portátil, para ser utilizada com smartphones.
Assim como as antigas câmeras Polaroid, o acessório utiliza um papel especial para rápida impressão.

Com o nome de LG Photo Printer (Impressora de fotos da LG, em tradução literal), o acessório que é focado para o uso móvel com smartphones é capaz de imprimir fotos em papel especial de 5 x 7 cm.

O papel onde a foto é impressa traz consigo a tinta necessária para a impressão, ou seja, não há nenhum compartimento de tinta ou toner na impressora.

Esta tecnologia é chamada de Zink e é semelhante ao que a Polaroid utiliza em suas câmeras com impressora embutida. Porém, diferente da tecnologia utilizada pela Polaroid, o papel já sai da impressora com a cor e brilho final, não é necessário esperar para que a imagem apareça.

A conexão entre a impressora e o celular é feita via Bluetooth, com a possibilidade de parear ambos os aparelhos por meio da conexão NFC. A inexistência do compartimento para tinta pode parecer vantajosa para o usuário, mas o valor cobrado pelo pacote com dez folhas não é: US$ 5 (aproximadamente R$ 10).

O valor da impressora também não é dos mais atrativos, já que a marca sul-coreana irá vendê-la por US$ 170 (aproximadamente R$ 345, sem contar impostos nacionais) pelo produto.

Ainda não há informações sobre a data de lançamento, muito menos se o aplicativo que faz a comunicação entre o smartphone e a impressora estará disponível também para iOS, BlackBerry, Windows Phone e outros sistemas operacionais móveis.


Fonte: 
www.portaldepaulinia.com.br