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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cientistas desenvolvem impressoras que produzem tecido humano em 3D


O cientista Vaidehi Joshi prepara um componente para colocar em ação a impressora celular da Organovo, que produz tecidos humanos vivos em 3D, em San Diego, na Califórnia. Em cerca de uma dezena de laboratórios de grandes universidades e de empresas, engenheiros biomédicos estão trabalhando para descobrir maneiras de imprimir tecidos humanos vivos, na esperança de um dia conseguir produzir partes personalizadas de corpos e implantes sob encomenda. 

Apesar de ainda estarem longe de ser utilizadas clinicamente, essas experiências relacionadas à engenharia de tecidos humanos representam o próximo passo em um processo batizado de fabricação adaptativa computadorizada, no qual designers industriais produzem protótipos personalizados e partes acabadas de corpos utilizando impressoras 3D de baixo custo.

Em vez de produzir objetos de plástico, metal ou cerâmica, essas impressoras médicas 3D soltam esguichos de células vivas. Os pesquisadores chamam a técnica de bioimpressão. Essas máquinas são capazes de criar estruturas de tecido, camada a camada, e de gerar qualquer forma em 3D, como tubos que serão utilizados como vasos sanguíneos, cartilagens moldadas para compor articulações ou pedaços de pele e músculos para criar band-aids vivos, mostraram estudos recentes realizados em laboratório.

"É possível imprimir um tecido pedacinho por pedacinho", disse Gordana Vunjak-Novakovic, bioengenheira do Laboratório de Células-Tronco e Engenharia de Tecidos da Universidade de Columbia. "A bioimpressão é uma técnica muito inteligente que trouxe um uso totalmente novo para um equipamento muito antigo que todos nós temos em casa, que é a impressora a jato de tinta."

Na Universidade de Cornell, em Ithaca, no Estado de Nova York, pesquisadores estão imprimindo válvulas cardíacas experimentais, cartilagens de joelho e implantes ósseos. Na Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, bioengenheiros estão imprimindo células renais. Seus colegas estão produzindo uma impressora portátil para imprimir tecidos curativos diretamente sobre queimaduras ou machucados. Na Universidade de Missouri-Columbia, pesquisadores imprimiram vasos sanguíneos passíveis de serem utilizados e fibras de músculo cardíaco que ativam os batimentos.

No futuro, os engenheiros biomédicos esperam conseguir imprimir tecidos feitos sob medida, que serão utilizados em cirurgias, além de órgãos inteiros, que poderão ser empregados em transplantes para eliminar a longa espera dos pacientes que aguardam órgãos de doadores compatíveis, além de acabar com o risco de seus corpos rejeitarem os tecidos recebidos.

"Essa tecnologia tem, claramente, muitas aplicações", diz o biofísico Gabor Forgacs, da Universidade de Missouri-Columbia, que auxiliou no desenvolvimento da tecnologia da bioimpressão. Mas essa tecnologia ainda terá de enfrentar muitos obstáculos. Pode levar cinco anos ou mais até que o mais simples desses protótipos experimentais esteja pronto para ser usado em testes clínicos. Entre os problemas que podem ocorrer estão o desafio de manter grandes estruturas de tecido vivas diante da falta de ferramentas computadorizadas para a produção de órgãos personalizados.

"Várias empresas de biotecnologia estão avaliando o terreno para tentar descobrir qual é o valor de mercado dessas bioimpressões", disse o engenheiro de robótica Hod Lipson, diretor do Creative Machines Lab, de Cornell, e coautor de "Fabricated: The New World of 3D Printing" ("Fabricado: o Novo Mundo das Impressões em 3D", em tradução livre).

Liderando esse mercado está a Organovo Inc., empresa sediada em San Diego, na Califórnia, que lançou as primeiras bioimpressoras 3D comerciais em 2010, utilizando tecnologia desenvolvida pelo doutor Forgacs, da Universidade de Missouri-Columbia, e pelos pesquisadores da Universidade Clemson.

Até o momento, a empresa produziu dez de suas bioimpressoras "NovoGen", ao custo de vários milhares de dólares cada uma. A companhia não revela informações precisas referentes a seus custos. "O equipamento permite que a gente imprima estruturas de tecido humano funcionais e vivas", diz Keith Murphy, diretor-presidente da Organovo.

A Organovo ainda não comercializa suas bioimpressoras. Por enquanto, a empresa apenas mantém os equipamentos para seus próprios projetos de desenvolvimento de produtos. Mas a Organovo compartilha suas bioimpressoras com outros pesquisadores por meio de parcerias com a Pfizer Inc., a United Therapeutics Corp. e a Faculdade de Medicina Harvard, entre outras instituições. Murphy recusou-se a revelar detalhes sobre esses acordos ou a dizer que tipos de produtos de células bioimpressas estão sendo desenvolvidos.

O equipamento da Organovo é programável e tem bicos impressores guiados a laser capazes de expelir "tintas" compostas por diferentes misturas de células. Cada gota de tinta é formada por uma solução que contém cerca de 10.000 a 30.000 células. A bio-tinta geralmente é composta de uma mistura obtida de uma cultura de células-tronco retiradas da medula óssea ou da gordura de doadores. Essas células podem, em seguida, transformar-se em vários tipos diferentes de células necessárias para construir os tecidos.

"Utilizamos blocos de células para compor uma estrutura em 3D, quase como se estivéssemos construindo alguma coisa com peças de Lego", afirma Murphy. "As células fazem todos os acabamentos sozinhas".
Para manter a estrutura da célula no formato desejado, a impressora dispõe camadas de gel solúvel em água ao mesmo tempo em que libera as células. "É como imprimir um molde ao mesmo tempo em que você imprime as células", diz Sharon Presnell, diretora de tecnologia da Organovo. "Isso ajuda a dar forma à peça que está sendo impressa."

Assim que a impressão é concluída, o tecido geralmente é capaz de se manter sem nenhum tipo de suporte após um período de 24 horas. Só então o molde de gel pode ser retirado. O tecido é mantido vivo em um bioreator banhado em nutrientes. Em geral, são necessárias mais três semanas para que o tecido fique forte o suficiente, o que ocorre à medida que as células constroem vínculos entre si. Os tecidos finalizados impressos dentro de tubos, como os vasos sanguíneos, são capazes de suportar uma força cerca de seis vezes superior à força normal da pressão sanguínea do corpo humano — que, ainda assim, representa apenas a metade da força de um vaso sanguíneo natural.

Cada tipo de órgão e tecido tem sua própria e complicada arquitetura interna. Na Organovo, os pesquisadores acreditam que existem padrões básicos de células que, uma vez completamente compreendidos, podem ser prontamente duplicados pela técnica da bioimpressão.
"A maior parte dos tecidos é de unidades repetitivas", diz ela. "O fígado é formado por uma série de glóbulos. O rim é formado por um conjunto de pirâmides. O corpo é um conjunto de tubos."
Até o momento, a bioimpressão tem apresentado um desempenho melhor na produção de estruturas celulares relativamente simples, com espessura de poucas centenas de mícrons — o equivalente a alguns fios de cabelo humanos —, formadas por cerca de 20 e poucas camadas de células. Entre outras coisas, tecidos maiores quando impressos, como cartilagens, geralmente não são fortes o suficiente para aguentar sozinhos o desgaste natural do corpo humano.

Mas, mais importante, segundo engenheiros biomédicos, é o fato de eles ainda não terem dominado a técnica de imprimir as redes microscópicas de capilares que correm entre as camadas de células e mantêm os tecidos normais vivos.

"Um dos grandes desafios é descobrir como alimentar esses tecidos", diz Christopher Chen, diretor do Laboratório de Microfabricação de Tecidos da Universidade da Pensilvânia, no Estado de Filadélfia.
Apesar dessa restrição, essas tramas tridimensionais rudimentares de células humanas podem se mostrar valiosas para os esforços de pesquisa voltados ao descobrimento de novos medicamentos e aos testes de segurança pré-clínica, dizem pesquisadores.

Agrupadas em uma estrutura tridimensional, as células humanas se comportam de maneira mais normal do que quando se encontram em culturas de uma camada única e isolada, como são costumeiramente cultivadas na maior parte dos testes de laboratório, segundo os pesquisadores. Isso implica que aglomerados de células bioimpressas podem apresentar cenários mais realistas para estudos farmacêuticos, comparativamente às culturas de laboratório tradicionais e aos testes realizados com animais, que muitas vezes podem produzir resultados médicos dúbios ou equivocados.

"Com o passar do tempo, a técnica da bioimpressão será cada dia mais utilizada em testes e no desenvolvimento de medicamentos", diz Lipson, da Cornell. No curto prazo, a Organovo está se concentrando no desenvolvimento de culturas de células em 3D que poderão ser utilizadas para estudos voltados à descoberta de medicamentos e em testes de toxidade, que compõem um mercado mundial avaliado em cerca de US$ 11 bilhões por ano, segundo a BCC Research. Em março passado, a agência nacional americana de incentivo à pesquisa médica, NIH, repassou à empresa US$ 290.000 para a realização de estudos sobre como imprimir células hepáticas em 3D — tipo de célula importante para testes toxicológicos.

Ainda são necessários avanços nos programas de computador que permitirão aos médicos transformar, sempre que necessário, os resultados de exames de raio X e de tomografia computadorizada em diagramas digitais para a obtenção de impressões de partes do corpo, dizem pesquisadores. "Nós temos máquinas capazes de fazer quase qualquer coisa, mas ainda não temos todas as ferramentas de design para produzir tudo o que queremos", disse Lipson. "Na área de bioimpressão, não há nenhum software de design capaz de produzir partes do corpo humano."

No longo prazo, a bioimpressão deverá gerar preocupações éticas, à medida que os engenheiros responsáveis pela produção de tecidos migrem da substituição e da renovação de partes do corpo humano para a melhoria dessas mesmas partes, segundo Lipson. "A questão desse tipo de melhoria sempre esteve aí, mas essa novidade a torna mais urgente", segundo ele. "Se você é um atleta com cartilagens de joelho aperfeiçoadas, será que você deveria ser desqualificado por ser mais vigoroso?"

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dia do Vendedor


Você sabe o que é impressão sublimática?


Nos últimos anos muitas pessoas têm investido na venda de produtos personalizados e obtido bons lucros com este serviço. Para criar canecas, camisetas, chinelos e outros materiais com um toque único, muitas pessoas se utilizam da técnica de impressão sublimática. Este é um negócio simples que não requer altos investimentos. Basta um computador, uma impressora e uma prensa térmica.

Sublimação é a passagem de um material diretamente do estado sólido para o gasoso. Este processo acontece com a tinta usada na impressão para que a imagem fique permanente no produto personalizado. As imagens sublimadas podem ser lavadas, são resistentes a arranhões e, no caso de roupas, podem ser colocadas na máquina de lavar.
Para este tipo de impressão é necessário uma impressora jato de tinta com cartuchos de tinta sublimática. Os modelos da Epson são os mais indicados, pela tecnologia avançada da cabeça de impressão, densidade de impressão e baixo custo. Também é necessário o papel transfer sublimático ou até mesmo um papel sulfite de 90g.

A imagem impressa no papel especial é colocada em contato com o material para o qual a arte será transferida. Por isso, é necessária uma prensa térmica. A tinta é resistente porque sob a pressão e o calor da prensa térmica ela é transformada diretamente do estado sólido para o gasoso. 

É preciso ter cuidado na hora de escolher os materiais para sublimação. Não é em qualquer superfície que é possível fazer a transferência da imagem. O objeto a ser personalizado deve ser previamente preparado ou deve ser fabricado especificamente para esta finalidade. Estes produtos devem possuir em sua superfície uma resina especial que permite a transferência da tinta. Por exemplo, algumas canecas de porcelana aceitam a impressão sublimática graças a essa resina. Em contrapartida, as canecas de cerâmica vendidas em supermercados, por exemplo, não podem ser personalizadas. 

Já a sublimação em tecido é muito utilizada e não é necessário usar resinas nem qualquer tipo de preparação prévia. Mas a qualidade é melhor em tecidos sintéticos, como as malhas esportivas. Em tecidos de algodão, por exemplo, a sublimação fica esbranquiçada. Por isso, muitas lojas que vendem artigos esportivos também utilizam esta técnica para personalizar camisetas de time com o nome do torcedor. 

Para que todo este processo funcione com perfeição é necessário ter um material de qualidade, tanto os equipamentos para a impressão quanto os produtos nos quais as imagens serão sublimadas devem ter tais características. O ideal é ter um bom banco de imagens e contar com produtos diversificados, como camisetas, canecas, chinelos, porta-retratos, pad-mouses, porta-copos, aventais, body, entre outros.

* Por Jorge Moreira Ferreira

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ricoh anuncia o lançamento da sua linha de impressoras industriais


A Ricoh Brasil, subsidiária do grupo industrial japonês Ricoh Company, acaba de lançar no mercado brasileiro uma nova linha de impressoras industriais: a P7000, a T4M e a T5000r. Com tecnologias de impressão matricial linear e térmica para grandes volumes de impressão, os novos equipamentos se destacam pela alta confiabilidade, pela produtividade, pela facilidade de manuseio e uso, além de suas soluções ecologicamente corretas.



A nova linha de impressoras Ricoh oferece perfeita integração ao fluxo de trabalho das empresas, melhorando consideravelmente a eficiência dos processos e negócios corporativos. Os novos equipamentos se destacam pela alta durabilidade, além da qualidade de impressão superior, obtida a partir de tecnologias patenteadas.

Os novos modelos oferecem ainda conectividade confiável, tinta mais durável, tecnologia de ponta, microchip incorporado, novo cartucho com fita, além da alternativa plug&print - que permite que as impressoras se integrem facilmente a qualquer rede de impressão baseada em Windows pré-existente. A nova fita com cartucho das impressoras P7000, T4M e T5000r oferece uma melhoria substancial na qualidade, na produtividade e nos custos de impressão.

Em relação às vantagens ambientais, as novas impressoras Ricoh são fabricadas para durar vários anos – o que representa um benefício ecológico importante em relação aos produtos de ciclo de vida mais curto. Além disso, os novos produtos são desenvolvidos com recursos que promovem o menor consumo de energia e geram menos desperdício.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Impressora 3D “recria” molusco extinto há milhões de anos


Como uma pequena fortaleza móvel, o moluscoProtobalanus spinicoronatus se deslocava no fundo de oceanos pré-históricos há cerca de 390 milhões de anos, protegido por uma rígida carapaça coberta por espinhos. Poucos fósseis dessa espécie foram encontrados e, como boa parte estava quebrada ou mal conservada, cientistas não sabiam exatamente como era a criatura.

Recentemente, porém, usando um micro scanner de tomografia computadorizada, um grupo de pesquisadores analisou fragmentos do molusco encontrados há dez anos em Ohio (Japão) e criaram um modelo virtual, que mais tarde foi “trazido à vida” por meio de uma impressora 3D.
“Agora nós podemos demonstrar que os Polyplacophora [gênero ao qual pertence o molusco] são ancestrais dos modernos quítons, que não se desenvolveram até recentemente na história da Terra”, explica o pesquisador Jakob Vinther, da Universidade do Texas em Austin (EUA). Essa recriação também deverá ajudar cientistas a situar o gênero Polyplacophora na árvore evolutiva. No futuro, quem sabe, essa técnica poderá ser aproveitada para outras espécies.[LiveScience]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

KODAK DEIXARÁ DE VENDER IMPRESSORAS A JATO DE TINTA EM 2013


Nova York - A Eastman Kodak planeja parar de vender impressoras a jato de tinta a partir de 2013, quando deixará a maioria de seus negócios para consumidores domésticos e se centrará na impressão comercial.
Fabricantes de impressoras estão lutando contra queda de vendas, tendo em vista que empresas estão cortando custos usando cada vez mais dispositivos móveis para tirar fotos e compartilhá-las digitalmente.
A Lexmark disse no mês passado que vai parar de fabricar impressoras a jato de tinta e concentrar-se nos negócios mais rentáveis de imagens e softwares.
A Kodak, que já deixou o segmento de câmeras digitais, previu nesta sexta-feira gastar 90 milhões de dólares na saída do negócio de impressoras de jato de tinta.
Entretanto, a companhia continuará a vender cartuchos para as impressoras de jato de tinta já vendidas.
A Kodak, que pediu concordata este ano depois de lutar para adaptar-se à era digital, disse que recebeu "significativas manifestações" de interessados nos negócios de quiosques de impressão e de escaneamento de imagens.
A empresa prevê cortar mais 200 postos de trabalho, além dos 1 mil anunciados neste mês. A fabricante já cortou 2.700 empregos ao longo deste ano.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Impressora portátil para ser utilizada com smartphones, é lançada pela LG


A marca sul-coreana LG, apresentou uma pequena impressora portátil, para ser utilizada com smartphones.
Assim como as antigas câmeras Polaroid, o acessório utiliza um papel especial para rápida impressão.

Com o nome de LG Photo Printer (Impressora de fotos da LG, em tradução literal), o acessório que é focado para o uso móvel com smartphones é capaz de imprimir fotos em papel especial de 5 x 7 cm.

O papel onde a foto é impressa traz consigo a tinta necessária para a impressão, ou seja, não há nenhum compartimento de tinta ou toner na impressora.

Esta tecnologia é chamada de Zink e é semelhante ao que a Polaroid utiliza em suas câmeras com impressora embutida. Porém, diferente da tecnologia utilizada pela Polaroid, o papel já sai da impressora com a cor e brilho final, não é necessário esperar para que a imagem apareça.

A conexão entre a impressora e o celular é feita via Bluetooth, com a possibilidade de parear ambos os aparelhos por meio da conexão NFC. A inexistência do compartimento para tinta pode parecer vantajosa para o usuário, mas o valor cobrado pelo pacote com dez folhas não é: US$ 5 (aproximadamente R$ 10).

O valor da impressora também não é dos mais atrativos, já que a marca sul-coreana irá vendê-la por US$ 170 (aproximadamente R$ 345, sem contar impostos nacionais) pelo produto.

Ainda não há informações sobre a data de lançamento, muito menos se o aplicativo que faz a comunicação entre o smartphone e a impressora estará disponível também para iOS, BlackBerry, Windows Phone e outros sistemas operacionais móveis.


Fonte: 
www.portaldepaulinia.com.br

Dia da Árvore.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Segredo desagradável das Impressoras – Agora em 3D!

Muito tempo atrás, lá nos idos de 2006 publiquei um texto onde demonstrei que a tinta de impressora era uma das substâncias mais caras conhecidas pelo homem, custando R$6 mil por litro. Os anos se passaram, isso continua sendo verdade, mas agora os preços aumentaram na mesma proporção que as dimensões.
A grande moda são as impressoras 3D. Sites hipsters como o make.com adoram alardear como as impressoras 3D vão mudar o mundo, como imprimiremos nossos próprios celulares e destruiremos a Apple e todo o sistema capitalista, bla bla bla.

Não me entendam mal, impressoras 3D são incríveis, ótimas pra prototipagem rápida e mesmo produção de equipamentos reais, como aquele exoesqueleto infantil que mostramos algum tempo atrás. Só que estão longe de ser algo prático, muito menos barato.

Um dos segredos mais bem-guardados da Internet é o custo da impressão 3D. Pode ver, todo mundo vende a idéia mas não fala quanto custa. No máximo dão o preço das impressoras, mas aí não quer dizer nada. No mundo 2D uma Deskjet 1000 no Boadica sai por R$98,00. Só o cartucho preto, com 8ml, custa R$55,90.

Como isso fica adicionando-se uma dimensão?
peguemos a HP Designjet 3D, um modelo de escritório, ecológica, que imprime modelos 3D em até 9 cores. Um complemento essencial para qualquer escritório de design que se preze.

Ela “imprime” em plástico ABS, mas a que custo? Isso é quase impossível de achar. Todo mundo só disponibiliza preço sob consulta. A muito custo (não estou me repetindo, é pra você se acostumar com o termo “custo”) cheguei a um site inglês que vende insumos 3D.

Cada conjunto de carretéis de plástico colorido sai a £650.00, ou US$1052,87.
Isso significa que abastecer a impressora de “toner” custa US$9.475.83.
“Ah, mas o preço é para caixa com 5 carretéis”
carreteldomal
Perfeito. Vamos fingir que no varejo o custo individual não vai aumentar. Façamos a divisão. Você ainda vai gastar US$1895,16 pra alimentar o brinquedo.

Aceitável para uma empresa? Depende. Nunca conheci nenhuma que não reclamasse de toner de Xerox. A idéia de deixar algo voraz como uma impressora 3D ao alcance de tanta gente querendo imprimir Pokemons deve dar pesadelos a qualquer gerente.

Portanto, vejo que ainda não é hora. Um dia talvez as impressoras 3D atinjam custos razoáveis de impressão, e todos possamos brincar com uma. Só vai demorar, nem as 2D chegaram a esse ponto ainda…

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Promoção de Cilindros. APROVEITE!

CANAL VERDE


LG lança mini-impressora instantânea Pocket Photo

autor: risastoider

LG anunciou a Pocket Photo, definida pela empresa como a menor impressora de fotos instantâneas do mundo. Ela mede apenas 2,8 x 4,7 x 0,9 cm e comunica-se com smartphones Android via Bluetooth, NFC ou um cabo USB.

Para imprimir as imagens, é preciso usar também um aplicativo específico para o sistema do Google. Com ele, o usuário ainda pode fazer algumas modificações nas fotos, como aplicar filtros e inserir mensagens e códigos QR.


As fotos são impressas com a tecnologia Zink (Zero Ink). Isso significa que não é preciso tinta nem cartuchos. No próprio papel existem cristais coloridos com as cores primárias que, quando aquecidos pela impressora, são ativados e formam a imagem.
A Pocket Photo chega às prateleiras da Coreia por US$169 e, por enquanto, não há previsão de lançamento no ocidente.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Águia sem bico recebe prótese feita em impressora 3D



Águia sem bico recebe prótese feita em impressora 3D(Fonte da imagem: Reprodução/The Guardian)
De acordo com uma notícia publicada pelo The Guardian, uma águia recebeu uma prótese produzida em uma impressora 3D para substituir o bico que a ave perdeu durante um ataque de caçadores ilegais em 2005.
Segundo os voluntários da organização Birds of Prey Northwest, Beauty — como a águia é chamada — teve o bico completamente destruído por um tiro, o que a deixou incapacitada de caçar, se alimentar de forma independente e, até mesmo, realizar a higienização e cuidado de suas penas.

Bico biônico

A ideia de “imprimir” um bico novo surgiu quando Jane Fink Cantwell, uma especialista da organização, decidiu unir forças com o engenheiro mecânico Nate Calvin do Kinetic Engineering Group e, juntamente com um time de especialistas que incluía dentistas, médicos e engenheiros, desenvolveu uma prótese feita com um polímero de nylon montado sobre uma base de titânio.
O procedimento para encaixar o bico biônico foi um tanto quanto complicado e, embora Beauty infelizmente nunca possa voltar a viver na natureza devido à fragilidade da prótese, a águia já é capaz de se alimentar e cuidar de sua higiene sozinha, tornando-se um pouco mais independente dos cuidados dos voluntários da organização.
Fonte: The Guardian