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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Resolução de 100.000 pontos por polegada

Pesquisadores da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa de Cingapura,  A*Star, criaram um método para produzir imagens a cores com uma resolução de 100.000 pontos por polegada (ou dpi por sua sigla em Inglês). Para referência, o iPhone 4S com sua tela Retina Display atinge os 326 dpi e uma impressora a laser varia entre 600 e 1200 dpi (e a nível industrial chegam aos 10.000 dpi).















Apesar de no exemplo acima percebermos a imagem um pouco borrada, é preciso analisar que seus 50 micrômetros (mícrons) de largura é mais ou menos o mesmo que um cabelo humano, mas o aspecto realmente revolucionário desta invenção é que seu método “ao invés de usar tintas para as diferentes cores, se codifica a informação através do tamanho e posição de pequenos discos de metal. Em seguida, esses discos interagem com a luz através de ressonância de plasma”, explica o líder da equipe, Joel Yang.

“Nós criamos um banco de dados de cores correspondentes a um padrão específico de uma nanoestrutura, assim como sua posição e tamanho. Essas nanoestruturas são colocadas de uma forma determinada, como se fosse uma imagem de colorir para crianças, e, em seguida, se aplica uma camada ultrafina de metal que faz com que a imagem apareça com todas as suas cores ao mesmo tempo. Como por magia!”, disse Yang.

O fato de se tratar uma impressão como um assunto litográfico em vez de tintas tem o potencial de revolucionar a maneira como as imagens são impressas, e suas aplicações podem variar de métodos para combater o contrabando de dinheiro falso até a gravação ótica de informação

Fonte: Forum PCs

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Recusar a comunicação pela mídia social será tão prejudicial quanto ignorar emails

Analistas do Gartner recomendam que as empresas desenvolvam uma estrutura para lidar com essa realidade.

Conforme a familiaridade com a mídia social cresce, as expectativas dos clientes sobre como as organizações usarão esses canais estão evoluindo, de acordo com Gartner. Em 2014, as organizações que se recusarem a se comunicar com os clientes por meios de comunicação social terão de enfrentar o mesmo nível de indignação dos clientes como os que ignoram expectativas básicas nos dia de hoje, como não responder a emails e telefonemas. Para as organizações que usam as mídias sociais para promover seus produtos, responder a dúvidas via canais de mídia social será o novo nível mínimo de resposta esperada.


Para o Gartner, é crucial que as organizações implementem abordagens para lidar com a mídia social agora. Analistas recomendam que as empresas desenvolvam uma estrutura para lidar com os comentários da mídia social sobre temas relevantes. O quadro deve complementar como uma organização lida com uma pergunta direta recebida através dos canais sociais.

Para responder ou não?
Líderes de mídia social devem desenvolver um processo para decidir o que responder em público. Uma pessoa ou equipe precisa ter o poder de decidir se um comentário é relevante e se o problema apresentado é solucionável, ou se existem dimensões positivas para o que está sendo dito.

Gartner diz que também é importante aceitar que é inviável e contraproducente responder a tudo. Por exemplo, se um comentário é claramente inflamatório e insolúvel, geralmente é melhor não responder.

Quem deve responder?
Toda organização precisa de um conjunto de regras para definir quem deve lidar com diferentes tipos de comentário, e um processo para decidir como uma resposta será enviada para as mídias sociais. Caso ninguém tenha sido identificado para determinar este conjunto de regras, então essa é a primeira ação a tomar. Em seguida, o líder designado de mídia social ou equipe deve decidir como categorizar comentários.
Nós respondemos, e agora?

Algumas organizações cometem o erro de tratar compromissos como ad hoc. Enquanto mais da metade das organizações monitora as mídias sociais, apenas 23% coletam e analisam dados. Gartner ressalta que é importante não só manter registros de conversas individuais, mas constantemente analisar as interações para ver quais insights podem ser recolhidos a partir delas.

Fonte: IT Web

Compatíveis Ricoh é na Canal Verde


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cabeçote para impressão a jato de tinta pode imprimir até 152 metros por minutos



A novidade foi lançada pela Kyocera que diz ser o cabeçote mais rápido do mundo

Para quem tem uma impressora a jato de tinta em casa já está bem acostumado a imprimir cerca de 10- 14 páginas por minuto. Isso dá uma velocidade de impressão de 4,15 metros por minuto.

Porém, provavelmente pensando no lema capitalista de que tempo é dinheiro, a Kyocera desenvolveu um cabeçote de impressão de jato a tinta que imprime 511 páginas por minuto, o que equivale a uma velocidade de 152 metros por minuto.

O cabeçote 300dpi da Kyocera é um de impressão a duas cores e imprime mais eficazmente a uma largura de impressão de 112 mm, mas para uso comercial, onde se requer uma impressão mais rápida e em áreas maiores, se usa muitas cabeças em conjunto.

Certamente foi desenvolvida para empresas de impressão onde será natural a maior aceitação. O produto está para ser lançado no final do ano e com previsão de uso comercial já para o início de 2013.

Fonte: PC Project

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Conheça o cartucho de impressora jato de tinta que nunca entope

Impressora Travada
Dois pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, tiveram uma ideia para acabar com aquele velho problema dos cartuchos de impressoras jato de tinta que sempre entopem.
Isso acontece porque, quando a máquina fica fora de uso durante algum tempo, a tinta fica ressecada e cria uma camada que entope o cartucho. A maioria das impressoras utiliza um jato de tinta fresca para romper essa crosta, o que desperdiça uma quantidade razoável de tinta.
Segundo o site Daily Tech, a ideia dos pesquisadores Riberet Almeida e Jae Wan Kwon foi baseada no funcionamento do olho humano, que mantém uma película extra fina de óleo para evitar que as lágrimas evaporem e sempre que piscamos essa camada de óleo se espalha de maneira uniforme na superfície dos olhos. No caso da impressora, um mecanismo funciona como uma espécie de “piscada elétrica”.
Olho - Impressora jato de tinta
Imagem: Reprodução
Uma gotícula de silicone é movida para cima e para baixo do bocal de saída de tinta por meio de um campo elétrico. O sincronismo dos movimentos garante que o “olho” da impressora estará sempre aberto quando necessário, mas protegido quando a máquina não estiver sendo utilizada.
Como já comentamos aqui no Canaltech, o preço da tinta de impressora é altíssimo, e essa parece ser uma boa solução para economizar e também aumentar a vida útil do aparelho.

Desenvolvida impressora 3D que constrói estruturas a partir de materiais locais

Um grupo de arquitetos desenvolveu uma impressora 3D inovadora, o Stone Spray, capaz de construir estruturas sólidas e complexas em qualquer localização, através da utilização do solo natural e areia.
Os arquitetos Petr Novikov, Inder Shergill e Anna Kulik desenvolveram uma impressora 3D como projeto de investigação para testar a aplicação dos conceitos do fabrico digital aos trabalhos de construção. O resultado foi o Stone Spray, um equipamento capaz de construir estruturas sólidas e complexas através da utilização de materiais locais.
Este equipamento utiliza um modelo a três dimensões no computador para criar objetos através da colocação de camadas de material. No entanto ao contrário de outras impressoras 3D, em vez de utilizar materiais sintéticos como o plástico, esta máquina utiliza solo natural ou areia misturados com um agente de solidificação. Uma vez seca, a estrutura resultante assemelha-se um pedaço de coral, mas é tão sólido como o betão.
Para além da inovação nos materiais que utiliza para a construção, o Stone Spray também cria formas que a maioria das outras impressoras 3D não consegue. A maioria das impressoras 3D só consegue colocar camadas até ao topo, umas em cima das outras, enquanto o Stone Spray pode colocar material em qualquer direção, o que possibilita a criação de arcos multidirecionais e até a construção em superfícies verticais.
Algumas formas ainda não são sólidas o suficiente para poderem ser construídas sem auxílio, contudo podem ser construídas em torno de uma estrutura de arame. Este equipamento necessita de pouca energia para funcionar e pode ser acoplado um painel solar o que o torna ainda mais amigo do ambiente.
Por enquanto, o Stone Spray ainda está limitado a pequenas estruturas, uma vez que o processo que envolve a construção e secagem leva algumas horas. No futuro, o grupo responsável pelo projeto pretende que este equipamento possa ser utilizado na construção de estruturas utilizáveis (como pontes), construídas a partir de materiais do ambiente local.
Aceda aqui a um vídeo que mostra como o Stone Spay constrói uma torre a partir de areia na praia.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Lixo eletrônico: "A grande mudança vem do cidadão"



Izabella Teixeira no Programa do Jô

Diz Izabella Teixeira no Programa do Jô, sobre o poder que cada habitante tem de contribuir para o meio ambiente.

Se as projeções se concretizarem, a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050. Não haverá água e alimento para todos da forma que é hoje, se o comportamento humano continuar no ritmo e com as configurações atuais. O alerta foi feito pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para evitar que as previsões se concretizem, ela defendeu uma mudança de atitude da sociedade, na sua relação cotidiana com o meio ambiente. Pode-se começar com uma ação simples, como no trato dos resíduos domésticos. "Separar o lixo faz parte de um comportamento solidário, numa sociedade cada vez mais individualista", disse. "A grande mudança vem do cidadão".

A ministra fez estas declarações durante entrevista ao apresentador Jô Soares, no programa que leva o seu nome e que foi ao ar na madrugada do dia 31 de julho pela Rede Globo. Ela garantiu que, pessoalmente, esse hábito faz parte de sua rotina desde 1994, quando ainda morava no Rio.  Segundo ela, o Brasil atualmente recicla apenas 2% do lixo, já que a coleta seletiva ainda não está implantada e os aterros sanitários ainda são poucos - ao contrário dos lixões, onde todos os resíduos se misturam.

A responsabilidade pelo desmatamento e a poluição foram também abordadas. A ministra lembrou que, há 20 anos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (Rio-92) decidiu-se que quem havia desmatado no passado teria que pagar. Mas, esse pagamento ainda está em discussão hoje - quem e como paga. "São discussões complexas", explicou. "Alguém vai ter que financiar a erradicação da pobreza no mundo".

Pilha e óleo

A certa altura do programa, Jô Soares perguntou sobre o lixo eletrônico: "A pilha usada vai para aonde?". "Existem pontos de coleta específicos para isso", respondeu a ministra. "Segundo a logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos, quem produz esse material deverá depois recolhê-lo e dar a ele o destino adequado, para que não se misture ao restante do lixo". E o óleo usado?, emendou o apresentador. "Cooperativas de catadores podem vir em casa recolhê-lo e ele vira sabão, por exemplo", explicou a ministra.

Empresas sustentáveis foi o tema seguinte. "Temos que separar o joio do trigo. Tem muita empresa no mundo que vende o que não é", alertou a ministra. Para que uma empresa mereça o selo de empresa verde, é preciso que todo o ciclo de produção seja de baixa emissão de carbono (pouco poluente, com uso menor de energia) e com responsabilidade socioambiental, desde o fornecedor da matéria prima até o acabamento final.  "À medida que as pessoas vão entendendo e conhecendo como as coisas são produzidas, fazem suas escolhas", ponderou.

Com relação à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho último no Rio de Janeiro, Izabella não tem dúvida: "Foi a conferência mais bem sucedida das Nações Unidas. Foram 150 mil pessoas e 3 mil eventos paralelos. Essa foi a primeira conferência da ONU promovida e sugerida por um país em desenvolvimento, o que mostra a força desses países e pinta um novo quadro político. Na ONU, são 193 países entre os quais é preciso buscar o consenso. É uma ambição do coletivo sem igual. Há países querendo fazer mais, entre eles o Brasil".

Lei florestal

No segundo bloco do programa, o assunto foi a nova Lei Florestal (antigo Código Florestal). A ministra citou que o Brasil atingiu a menor taxa de desmatamento da história em 2011 e que assim pretende continuar. A lei prevê que quem desmatou uma grande quantidade no passado e não tem como reflorestar tudo o que deveria na sua propriedade, tem a opção de comprar cotas florestais em outros locais onde a vegetação nativa será preservada. Essa prática compõe a "bolsa de carbono". Com um sinalizador laser na mão, Izabella Teixeira apontou para cada área (nascente, mata ciliar, corredores, encosta, etc) de um mapa projetado no estúdio do programa e detalhou o que prevê a nova Lei Florestal.  "Cinquenta por cento dos rios no Brasil têm até dez metros de largura. Rios mais largos, de 30 metros, devem ter uma margem de 500 metros preservada", disse.

Ela explicou que 90% das propriedades rurais no Brasil são de agricultores familiares e que a intenção do governo é manter o pequeno proprietário na terra. Portanto, a nova lei adotou um critério social para estabelecer o reflorestamento proporcionalmente à riqueza do produtor rural. "O debate ainda não acabou", argumentou. "A lei voltou para o Congresso Nacional, como deve ser em um processo democrático". E frisou que o governo não vai aceitar anistia para os desmatadores. "Quem desmatou vai ter que recuperar", garantiu.

Fonte: Ministério de Meio Ambiente

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Empresa de recarga de cartuchos em AL cresce após ajuda do Sebrae

Em Maceió,  Alagoas, um programa de inovação ajuda uma empresa de recarga de cartucho a crescer. E com as soluções implantadas, o faturamento do negócio aumentou em mais de 60%.
A empresa de Tiago Pereira é especializada em recarga de cartuchos para impressoras. Tudo é organizado nos menores detalhes. Uma lição que o empresário aprendeu na marra. “Antes, a gente tinha muita reclamação. Os clientes ligavam reclamando pela má qualidade do serviço, pelo tempo, demorava bastante”, relata.

A empresa existe desde 2007. O investimento inicial foi de R$ 12 mil e o negócio patinava. Aí, o empresário decidiu mudar. Procurou o Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e entrou no programa Sebraetec, que apoia empresas com soluções de inovação e tecnologia.

“Tudo inicia com a definição de missão, visão e valores, que ditam os rumos da empresa. Também o estabelecimento de um código de ética, que crie regras claras sobre o que pode e o que não pode ser feito e assim o comprometimento do empresário com as mudanças necessárias para a implementação do programa”, revela Isabel Monteiro, do Sebrae de Maceió.
Durante oito meses, o Sebrae deu consultoria à empresa. A mudança foi drástica. E o que mudou também foi o ganho de produtividade. “Hoje, a gente consegue controlar o horário do cartucho, para iniciar o horário de remanufatura dos cartuchos, o horário que o cliente pode vir buscar o cartucho ou a gente fazer entrega dos cartuchos, qual técnico vai ser responsável pelo cartucho”, diz Pereira.

Os funcionários fizeram uma série de cursos: planejamento do trabalho, atendimento ao cliente, pesquisa de mercado e padronização do serviço.
Resultado eram seiscentas, hoje são 900 recargas por mês, com o mesmo número de funcionários. E depois da ajuda do Sebrae, a produção ficou concentrada em uma única bancada. Ficou tudo mais rápido.

“O cartucho chegou, ele vai verificar, vai analisar qual é o problema do cartucho, vai visualizar o histórico do cartucho, que nós temos esse controle e passar automaticamente ao técnico que será o responsável pela remanufatura do cartucho em si.”

Com mais tempo, sobrou espaço para a criatividade do empresário.Ele descobriu uma maneira de aumentar em seis vezes a quantidade de 30 nos cartuchos. Trocando uma esponja ele faz a super-recarga. Ela custa R$ 15.

“Nós fizemos uma adaptação no cartucho. Cartucho que vem com 3 ml de tinta, a gente passa a colocar 20 ml de tinta. É uma adaptação para facilitar a quantidade de impressões que o cliente tem, aumentando com isso a durabilidade do cartucho”, afirma.

A empresa ainda busca o cartucho usado e entrega recarregado, sem cobrar nada a mais por isso.

Uma empresa de material de construção é um dos 500 clientes. A parceria começou há dois anos e meio e não parou mais. Hoje encaminha 25 cartuchos para recarga por mês.

“A pontualidade é um dos pontos fortes deles, mas a qualidade é o que mais nos chama a atenção, porque não deixa a desejar o serviço deles. Raramente nós devolvemos um toner para fazer uma nova recarga ou devido a defeito”, diz Roberto Carvalho, supervisor administrativo.
A qualidade do serviço que a empresa presta hoje virou propaganda barata e eficiente. Um cliente, por exemplo, indicou o serviço para oito empresas que também passaram a fazer a recarga de cartucho. “Com certeza, um bom serviço a gente vai indicar para outros nossos clientes nossos também. Nós temos outros parceiros em outros ramos de atividade, e sempre comentamos. E alguns parceiros nossos também estão trabalhando com eles”, revela Carvalho.

Só em 2011, o Sebrae implantou 86 programas de gestão competitiva em alagoas. E subsidia 90% dos custos de quem participa. A consultoria de oito meses custa R$ 560. E em geral, depois do trabalho, as empresas literalmente decolam. No negócio de recarga de cartuchos, o faturamento aumentou 66 % em um ano.

“Daqui para a frente, o objetivo é fazer a empresa caminhar com as próprias pernas, em um processo de qualidade, se desenvolvendo, aumentando o faturamento, que é importante, e quem sabe se tornar uma média ou grande empresa. Talvez até com o ISO 9001, quando ela tiver o porte que permita uma certificação”, afirma Isabel, do Sebrae.

AL-RS compra quase 1 mil cartuchos falsos

Fraude em cartuchos na AL-RS em julgamento. Foto flickr.com

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul comprou 955 cartuchos falsos de tinta para impressoras a laser e jato de tinta, em um contrato no valor de R$ 130.813,20.

É o que revela um processo que tramita em segunda instância, instaurado pelo Ministério Público, contra o fornecedor Mezzomo Informática, de Porto Alegre.

A ação no MP foi movida após a Assembléia instaurar um processo administrativo para averiguar falhas notadas nos cartuchos, o que acabou culminando na confirmação da falsificação e rescisão do contrato com o fornecedor.

O Contrato nº 084/2006 tinha o prazo de 1º de janeiro de 2007 a 30 de junho de 2007, tendo sido prorrogado até 31 de dezembro de 2007 e envolvia o fornecimento de 955 cartuchos novos e originais de fábrica.

A Mezzomo, que venceu a licitação, entregou à Assembléia 291 cartuchos de tinta colorida para impressoras HP K60 e G85 (38 ml), 620 cartuchos de tinta preta para HP 895, K60 e G85 (42 ml), 35 cartuchos de tinta preta para HP 2410 multifuncional (19 ml) e nove cartuchos de tinta colorida para HP 895 e T65 (30 ml).

Conforme a denúncia, após o uso do produto por diversos setores da AL, os cartuchos começaram a apresentar problemas como o não reconhecimento pelas impressoras e vazamentos, apesar de manterem lacre de segurança.

O processo administrativo aberto pela AL confirmou a falsificação de todos os cartuchos, que não foram substituídos pelo denunciado.

Com isso, o proprietário da Mezomo Informática, Nereu do Carmo Mezzomo, foi denunciado pelo MP por fraude com o objetivo de obter lucro indevido.

O processo tramitou, em primeiro grau, na 6ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, e a juíza Deborah Assumpção de Moraes condenou o réu a três anos de reclusão em regime aberto, substituindo a prisão por prestação de serviços à comunidade mais multa.

Em segunda instância, a 4ª Câmara Criminal manteve a pena fixada na sentença.

O processo alega que “o laudo pericial comprovou a falsificação dos cartuchos" e que é evidente a fraude à licitação “na medida em que o réu, comprometendo-se a fornecer mercadoria original, entregou cartuchos com vestígios de já terem sido utilizados e com caixas e selos de segurança falsificados, não originais, resultando prejuízo à Administração e auferindo lucro indevido".

O processo ainda pode passar por recursos, cabíveis aos tribunais superiores.

Fonte: Baguete Jornalismo Digital