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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Conheça o cartucho de impressora jato de tinta que nunca entope

Impressora Travada
Dois pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, tiveram uma ideia para acabar com aquele velho problema dos cartuchos de impressoras jato de tinta que sempre entopem.
Isso acontece porque, quando a máquina fica fora de uso durante algum tempo, a tinta fica ressecada e cria uma camada que entope o cartucho. A maioria das impressoras utiliza um jato de tinta fresca para romper essa crosta, o que desperdiça uma quantidade razoável de tinta.
Segundo o site Daily Tech, a ideia dos pesquisadores Riberet Almeida e Jae Wan Kwon foi baseada no funcionamento do olho humano, que mantém uma película extra fina de óleo para evitar que as lágrimas evaporem e sempre que piscamos essa camada de óleo se espalha de maneira uniforme na superfície dos olhos. No caso da impressora, um mecanismo funciona como uma espécie de “piscada elétrica”.
Olho - Impressora jato de tinta
Imagem: Reprodução
Uma gotícula de silicone é movida para cima e para baixo do bocal de saída de tinta por meio de um campo elétrico. O sincronismo dos movimentos garante que o “olho” da impressora estará sempre aberto quando necessário, mas protegido quando a máquina não estiver sendo utilizada.
Como já comentamos aqui no Canaltech, o preço da tinta de impressora é altíssimo, e essa parece ser uma boa solução para economizar e também aumentar a vida útil do aparelho.

Desenvolvida impressora 3D que constrói estruturas a partir de materiais locais

Um grupo de arquitetos desenvolveu uma impressora 3D inovadora, o Stone Spray, capaz de construir estruturas sólidas e complexas em qualquer localização, através da utilização do solo natural e areia.
Os arquitetos Petr Novikov, Inder Shergill e Anna Kulik desenvolveram uma impressora 3D como projeto de investigação para testar a aplicação dos conceitos do fabrico digital aos trabalhos de construção. O resultado foi o Stone Spray, um equipamento capaz de construir estruturas sólidas e complexas através da utilização de materiais locais.
Este equipamento utiliza um modelo a três dimensões no computador para criar objetos através da colocação de camadas de material. No entanto ao contrário de outras impressoras 3D, em vez de utilizar materiais sintéticos como o plástico, esta máquina utiliza solo natural ou areia misturados com um agente de solidificação. Uma vez seca, a estrutura resultante assemelha-se um pedaço de coral, mas é tão sólido como o betão.
Para além da inovação nos materiais que utiliza para a construção, o Stone Spray também cria formas que a maioria das outras impressoras 3D não consegue. A maioria das impressoras 3D só consegue colocar camadas até ao topo, umas em cima das outras, enquanto o Stone Spray pode colocar material em qualquer direção, o que possibilita a criação de arcos multidirecionais e até a construção em superfícies verticais.
Algumas formas ainda não são sólidas o suficiente para poderem ser construídas sem auxílio, contudo podem ser construídas em torno de uma estrutura de arame. Este equipamento necessita de pouca energia para funcionar e pode ser acoplado um painel solar o que o torna ainda mais amigo do ambiente.
Por enquanto, o Stone Spray ainda está limitado a pequenas estruturas, uma vez que o processo que envolve a construção e secagem leva algumas horas. No futuro, o grupo responsável pelo projeto pretende que este equipamento possa ser utilizado na construção de estruturas utilizáveis (como pontes), construídas a partir de materiais do ambiente local.
Aceda aqui a um vídeo que mostra como o Stone Spay constrói uma torre a partir de areia na praia.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Lixo eletrônico: "A grande mudança vem do cidadão"



Izabella Teixeira no Programa do Jô

Diz Izabella Teixeira no Programa do Jô, sobre o poder que cada habitante tem de contribuir para o meio ambiente.

Se as projeções se concretizarem, a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050. Não haverá água e alimento para todos da forma que é hoje, se o comportamento humano continuar no ritmo e com as configurações atuais. O alerta foi feito pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para evitar que as previsões se concretizem, ela defendeu uma mudança de atitude da sociedade, na sua relação cotidiana com o meio ambiente. Pode-se começar com uma ação simples, como no trato dos resíduos domésticos. "Separar o lixo faz parte de um comportamento solidário, numa sociedade cada vez mais individualista", disse. "A grande mudança vem do cidadão".

A ministra fez estas declarações durante entrevista ao apresentador Jô Soares, no programa que leva o seu nome e que foi ao ar na madrugada do dia 31 de julho pela Rede Globo. Ela garantiu que, pessoalmente, esse hábito faz parte de sua rotina desde 1994, quando ainda morava no Rio.  Segundo ela, o Brasil atualmente recicla apenas 2% do lixo, já que a coleta seletiva ainda não está implantada e os aterros sanitários ainda são poucos - ao contrário dos lixões, onde todos os resíduos se misturam.

A responsabilidade pelo desmatamento e a poluição foram também abordadas. A ministra lembrou que, há 20 anos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (Rio-92) decidiu-se que quem havia desmatado no passado teria que pagar. Mas, esse pagamento ainda está em discussão hoje - quem e como paga. "São discussões complexas", explicou. "Alguém vai ter que financiar a erradicação da pobreza no mundo".

Pilha e óleo

A certa altura do programa, Jô Soares perguntou sobre o lixo eletrônico: "A pilha usada vai para aonde?". "Existem pontos de coleta específicos para isso", respondeu a ministra. "Segundo a logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos, quem produz esse material deverá depois recolhê-lo e dar a ele o destino adequado, para que não se misture ao restante do lixo". E o óleo usado?, emendou o apresentador. "Cooperativas de catadores podem vir em casa recolhê-lo e ele vira sabão, por exemplo", explicou a ministra.

Empresas sustentáveis foi o tema seguinte. "Temos que separar o joio do trigo. Tem muita empresa no mundo que vende o que não é", alertou a ministra. Para que uma empresa mereça o selo de empresa verde, é preciso que todo o ciclo de produção seja de baixa emissão de carbono (pouco poluente, com uso menor de energia) e com responsabilidade socioambiental, desde o fornecedor da matéria prima até o acabamento final.  "À medida que as pessoas vão entendendo e conhecendo como as coisas são produzidas, fazem suas escolhas", ponderou.

Com relação à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho último no Rio de Janeiro, Izabella não tem dúvida: "Foi a conferência mais bem sucedida das Nações Unidas. Foram 150 mil pessoas e 3 mil eventos paralelos. Essa foi a primeira conferência da ONU promovida e sugerida por um país em desenvolvimento, o que mostra a força desses países e pinta um novo quadro político. Na ONU, são 193 países entre os quais é preciso buscar o consenso. É uma ambição do coletivo sem igual. Há países querendo fazer mais, entre eles o Brasil".

Lei florestal

No segundo bloco do programa, o assunto foi a nova Lei Florestal (antigo Código Florestal). A ministra citou que o Brasil atingiu a menor taxa de desmatamento da história em 2011 e que assim pretende continuar. A lei prevê que quem desmatou uma grande quantidade no passado e não tem como reflorestar tudo o que deveria na sua propriedade, tem a opção de comprar cotas florestais em outros locais onde a vegetação nativa será preservada. Essa prática compõe a "bolsa de carbono". Com um sinalizador laser na mão, Izabella Teixeira apontou para cada área (nascente, mata ciliar, corredores, encosta, etc) de um mapa projetado no estúdio do programa e detalhou o que prevê a nova Lei Florestal.  "Cinquenta por cento dos rios no Brasil têm até dez metros de largura. Rios mais largos, de 30 metros, devem ter uma margem de 500 metros preservada", disse.

Ela explicou que 90% das propriedades rurais no Brasil são de agricultores familiares e que a intenção do governo é manter o pequeno proprietário na terra. Portanto, a nova lei adotou um critério social para estabelecer o reflorestamento proporcionalmente à riqueza do produtor rural. "O debate ainda não acabou", argumentou. "A lei voltou para o Congresso Nacional, como deve ser em um processo democrático". E frisou que o governo não vai aceitar anistia para os desmatadores. "Quem desmatou vai ter que recuperar", garantiu.

Fonte: Ministério de Meio Ambiente

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Empresa de recarga de cartuchos em AL cresce após ajuda do Sebrae

Em Maceió,  Alagoas, um programa de inovação ajuda uma empresa de recarga de cartucho a crescer. E com as soluções implantadas, o faturamento do negócio aumentou em mais de 60%.
A empresa de Tiago Pereira é especializada em recarga de cartuchos para impressoras. Tudo é organizado nos menores detalhes. Uma lição que o empresário aprendeu na marra. “Antes, a gente tinha muita reclamação. Os clientes ligavam reclamando pela má qualidade do serviço, pelo tempo, demorava bastante”, relata.

A empresa existe desde 2007. O investimento inicial foi de R$ 12 mil e o negócio patinava. Aí, o empresário decidiu mudar. Procurou o Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e entrou no programa Sebraetec, que apoia empresas com soluções de inovação e tecnologia.

“Tudo inicia com a definição de missão, visão e valores, que ditam os rumos da empresa. Também o estabelecimento de um código de ética, que crie regras claras sobre o que pode e o que não pode ser feito e assim o comprometimento do empresário com as mudanças necessárias para a implementação do programa”, revela Isabel Monteiro, do Sebrae de Maceió.
Durante oito meses, o Sebrae deu consultoria à empresa. A mudança foi drástica. E o que mudou também foi o ganho de produtividade. “Hoje, a gente consegue controlar o horário do cartucho, para iniciar o horário de remanufatura dos cartuchos, o horário que o cliente pode vir buscar o cartucho ou a gente fazer entrega dos cartuchos, qual técnico vai ser responsável pelo cartucho”, diz Pereira.

Os funcionários fizeram uma série de cursos: planejamento do trabalho, atendimento ao cliente, pesquisa de mercado e padronização do serviço.
Resultado eram seiscentas, hoje são 900 recargas por mês, com o mesmo número de funcionários. E depois da ajuda do Sebrae, a produção ficou concentrada em uma única bancada. Ficou tudo mais rápido.

“O cartucho chegou, ele vai verificar, vai analisar qual é o problema do cartucho, vai visualizar o histórico do cartucho, que nós temos esse controle e passar automaticamente ao técnico que será o responsável pela remanufatura do cartucho em si.”

Com mais tempo, sobrou espaço para a criatividade do empresário.Ele descobriu uma maneira de aumentar em seis vezes a quantidade de 30 nos cartuchos. Trocando uma esponja ele faz a super-recarga. Ela custa R$ 15.

“Nós fizemos uma adaptação no cartucho. Cartucho que vem com 3 ml de tinta, a gente passa a colocar 20 ml de tinta. É uma adaptação para facilitar a quantidade de impressões que o cliente tem, aumentando com isso a durabilidade do cartucho”, afirma.

A empresa ainda busca o cartucho usado e entrega recarregado, sem cobrar nada a mais por isso.

Uma empresa de material de construção é um dos 500 clientes. A parceria começou há dois anos e meio e não parou mais. Hoje encaminha 25 cartuchos para recarga por mês.

“A pontualidade é um dos pontos fortes deles, mas a qualidade é o que mais nos chama a atenção, porque não deixa a desejar o serviço deles. Raramente nós devolvemos um toner para fazer uma nova recarga ou devido a defeito”, diz Roberto Carvalho, supervisor administrativo.
A qualidade do serviço que a empresa presta hoje virou propaganda barata e eficiente. Um cliente, por exemplo, indicou o serviço para oito empresas que também passaram a fazer a recarga de cartucho. “Com certeza, um bom serviço a gente vai indicar para outros nossos clientes nossos também. Nós temos outros parceiros em outros ramos de atividade, e sempre comentamos. E alguns parceiros nossos também estão trabalhando com eles”, revela Carvalho.

Só em 2011, o Sebrae implantou 86 programas de gestão competitiva em alagoas. E subsidia 90% dos custos de quem participa. A consultoria de oito meses custa R$ 560. E em geral, depois do trabalho, as empresas literalmente decolam. No negócio de recarga de cartuchos, o faturamento aumentou 66 % em um ano.

“Daqui para a frente, o objetivo é fazer a empresa caminhar com as próprias pernas, em um processo de qualidade, se desenvolvendo, aumentando o faturamento, que é importante, e quem sabe se tornar uma média ou grande empresa. Talvez até com o ISO 9001, quando ela tiver o porte que permita uma certificação”, afirma Isabel, do Sebrae.

AL-RS compra quase 1 mil cartuchos falsos

Fraude em cartuchos na AL-RS em julgamento. Foto flickr.com

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul comprou 955 cartuchos falsos de tinta para impressoras a laser e jato de tinta, em um contrato no valor de R$ 130.813,20.

É o que revela um processo que tramita em segunda instância, instaurado pelo Ministério Público, contra o fornecedor Mezzomo Informática, de Porto Alegre.

A ação no MP foi movida após a Assembléia instaurar um processo administrativo para averiguar falhas notadas nos cartuchos, o que acabou culminando na confirmação da falsificação e rescisão do contrato com o fornecedor.

O Contrato nº 084/2006 tinha o prazo de 1º de janeiro de 2007 a 30 de junho de 2007, tendo sido prorrogado até 31 de dezembro de 2007 e envolvia o fornecimento de 955 cartuchos novos e originais de fábrica.

A Mezzomo, que venceu a licitação, entregou à Assembléia 291 cartuchos de tinta colorida para impressoras HP K60 e G85 (38 ml), 620 cartuchos de tinta preta para HP 895, K60 e G85 (42 ml), 35 cartuchos de tinta preta para HP 2410 multifuncional (19 ml) e nove cartuchos de tinta colorida para HP 895 e T65 (30 ml).

Conforme a denúncia, após o uso do produto por diversos setores da AL, os cartuchos começaram a apresentar problemas como o não reconhecimento pelas impressoras e vazamentos, apesar de manterem lacre de segurança.

O processo administrativo aberto pela AL confirmou a falsificação de todos os cartuchos, que não foram substituídos pelo denunciado.

Com isso, o proprietário da Mezomo Informática, Nereu do Carmo Mezzomo, foi denunciado pelo MP por fraude com o objetivo de obter lucro indevido.

O processo tramitou, em primeiro grau, na 6ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, e a juíza Deborah Assumpção de Moraes condenou o réu a três anos de reclusão em regime aberto, substituindo a prisão por prestação de serviços à comunidade mais multa.

Em segunda instância, a 4ª Câmara Criminal manteve a pena fixada na sentença.

O processo alega que “o laudo pericial comprovou a falsificação dos cartuchos" e que é evidente a fraude à licitação “na medida em que o réu, comprometendo-se a fornecer mercadoria original, entregou cartuchos com vestígios de já terem sido utilizados e com caixas e selos de segurança falsificados, não originais, resultando prejuízo à Administração e auferindo lucro indevido".

O processo ainda pode passar por recursos, cabíveis aos tribunais superiores.

Fonte: Baguete Jornalismo Digital 

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dicas ajudam a evitar problemas comuns em impressoras

Para evitar problemas com sua impressora, saiba que há um jeito certo de usar o papel de também de puxar as folhas quando elas emperram. Nestor de Oliveira, da Impacta Certificação e Treinamento, dá as dicas.




segunda-feira, 30 de julho de 2012

Resíduos sólidos: prazo acaba dia 2 de agosto de 2012

Veja as dúvidas mais comuns que chegaram ao MMA

Prefeituras e governos estaduais que pretendem obter recursos federais precisam concluir seus respectivos planos de gestão. 

Encerra-se no próximo dia 2 de agosto, após carência de dois anos, o prazo para que estados e municípios concluam planos, estaduais ou municipais, de gestão de resíduos sólidos, caso pretendam pleitear recursos federais para investir no setor, como determina a Lei nº 12.305. "É essencial que estes dois entes federados tenham planos de ação específicos ajustados às suas realidades, proporcionando às populações modelos eficientes de gerenciamento de resíduos", afirma o gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Saburo Takahashi.

O MMA elaborou um manual de orientação para a elaboração dos planos, que está disponível no site do ministério. Além disso, tem oferecido cursos de ensino a distância para orientar gestores e consultores. O treinamento tem duração de 30 dias e oferece flexibilidade total de horário – cada participante acessa a plataforma e cursa as aulas nos horários que lhe for mais conveniente.

Takahashi explica que as prefeituras que fazem parte de consórcios intermunicipais, podem, em conjunto, elaborar um plano intermunicipal de gestão de resíduos sólidos, que valerá para as cidades que compõem o consórcio. "Isso reduz custo e aperfeiçoa a elaboração do plano", disse. Pela lei, até 2014, todos os lixões estarão desativados e os rejeitos de todo o país devem ser encaminhados para aterros sanitários.

Dúvidas comuns

Com a aproximação da data-limite, a equipe técnica da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano tem sido procurada em busca de esclarecimentos sobre a elaboração dos planos. As dívidas mais frequentes são as seguintes:

Existe uma sequência obrigatória na criação dos planos (primeiro o estadual, depois o inter-regional e depois o municipal)?

Não existe uma sequência obrigatória para a elaboração dos planos, sejam eles estaduais, intermunicipais ou municipais. Porém, o ideal é que tenha esta sequência, pois os planos estaduais deverão conter os estudos de regionalização para a implantação de consórcios públicos entre municípios com fins de ganho de escala e ganho de escopo. Cada plano, seja ele estadual, intermunicipal ou municipal deve conter o mínimo necessário previsto na Lei 12.305 de 22 de agosto de 2010 e seu Decreto Regulamentador nº 7.404 de 23 de dezembro de 2010.

O que acontece com os Municípios que não criarem seus relativos planos?
A elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos é condição para os estados e municípios terem acesso aos recursos da União, a partir de 2 de agosto, destinados a empreendimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento para tal finalidade.
O grupo de municípios que tiver um plano inter–regional, não precisa criar seus respectivos planos municipais?
O município que optar por soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos, assegurado que o plano intermunicipal preencha os requisitos estabelecidos nos incisos I a XIX do caput do artigo 19 da Lei nº 12.305/2010, pode ser dispensado da elaboração de plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos.
Qual órgão pode tirar dúvidas sobre o conteúdo que cada um desses planos necessita ter?
Os artigos 17 e 19 da Lei nº 12.305 de 2 de agosto de 2010 define o conteúdo mínimo dos Planos de Resíduos Sólidos seja estadual, intermunicipal ou municipal. Maiores informações poderão ser encontradas na página do MMA:
http://www.mma.gov.br/estruturas/srhu_urbano/_arquivos/guia_elaborao_plano_de_gesto_de_resduos_rev_29nov11_125.pdf.

Qual o instrumento para o plano?
Deverá ser um ato normativo que sirva de diretriz para a gestão de todos os resíduos sólidos. Não apenas resíduos sólidos urbanos, mas também de resíduos procedentes de serviços de saúde, industriais, agrossilvopastoris, de portos, aeroportos, postos de fronteira, construção civil e mineração.
Deverá haver audiências publicas?
Os planos deverão ter participação social, conforme o parágrafo único do artigo 14° da lei 12.305/2010, cujo texto é: "É assegurada ampla publicidade ao conteúdo dos planos de resíduos sólidos, bem como controle social em sua formulação, implementação e operacionalização, observado o disposto na lei 10.650, de 16 de abril de 2003, e no art. 47 da lei 11.445, de 2007."
O plano deverá ser entregue ao Ministério do Meio Ambiente após a sua conclusão?
A Lei 12.305/2010 trouxe em seus artigos 16 e 18, como condição para que estados e municípios tenham acesso a recursos da União, a partir de 2 de agosto de 2012, a elaboração dos respectivos planos de resíduos sólidos. Porém, não menciona a necessidade de entrega destes planos a algum órgão específico. Portanto, quando o município ou estado for pleitear recursos da União destinados à gestão de resíduos sólidos a algum órgão do governo federal (ex: Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades, Funasa, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES) será necessário, neste momento, apresentar o seu plano para ter acesso aos recursos.
Os municípios deverão elaborar dois planos de resíduos sólidos, sendo um para atender à lei de resíduos e outro para atender À lei de saneamento?
Não o plano de resíduos sólidos elaborado com o conteúdo mínimo proposto pelas duas leis atenderá às duas legislações.

Termos técnicos
O que é acordo setorial?

É o ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes de determinados produtos, com o objetivo de implantar a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

O que é área contaminada?

É o local onde há contaminação causada pela disposição, regular ou irregular, de quaisquer substâncias ou resíduos.

O que é área órfã contaminada?
É a área contaminada cujos responsáveis pela disposição não sejam identificáveis ou individualizáveis.
O que é ciclo de vida do produto?
É a série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição final dos seus resíduos.

O que é coleta seletiva?
É a coleta dos resíduos orgânicos e inorgânicos ou secos e úmidos ou recicláveis e não recicláveis, que foram previamente separados na fonte geradora. Materiais não recicláveis são aqueles compostos por matéria orgânica e/ou que não possuam, atualmente, condições favoráveis para serem reciclados.

A coleta seletiva é um tipo de tratamento dado ao resíduo, que começa na fonte geradora com a segregação ou separação dos materiais em orgânicos e inorgânicos. Em seguida, com a sua disposição para a sua destinação, que poderá ser colocada na porta de sua residência, estabelecimento comercial ou indústria, para a coleta porta a porta realizada pelo poder público ou por catadores, ou por entrega voluntária a pontos de entrega voluntária ou a cooperativas de catadores. Posteriormente esse material será separado ou triado nas centrais de triagem, em papel (papelão, jornal, papel branco, entre outros), plástico (PET, PVC, PP, etc), metal (alumínio, flandre, cobre, etc), embalagens compostas , entre outros. Esses resíduos serão organizados e enfardados, e vendidos para serem reciclados, tornando-se um outro produto ou insumo na cadeia produtiva.

A coleta seletiva é também uma maneira de sensibilizar as pessoas para questão do tratamento dispensado aos resíduos sólidos produzidos no dia-a-dia, quer seja nos ambientes públicos quanto nos privados.

O que é coleta seletiva multi-seletiva?
É a coleta realizada por diferentes tipologias dos resíduos sólidos. Normalmente é aplicada nos casos em que os resultados de programas de coleta seletiva implementados tenham sido satisfatórios.

Há a Resolução CONAMA nº275 de 25 de abril de 2001 que estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

Azul: papel/ papelão;
Laranja: resíduos perigosos;
Vermelho: plástico;
Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde;
Verde: vidro;
Roxo: resíduos radioativos;
Amarelo: metal;
Marrom: resíduos orgânicos;
Preto: madeira;
Cinza: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.


O que é uma central de triagem?
É o local onde são armazenados e separados os resíduos coletados de acordo com as suas tipologias. Em seguida prensados, enfardados para posteriormente serem comercializados e seguirem para as indústrias recicladoras.
Por que segregar os resíduos sólidos urbanos?
Quando falamos em resíduos sólidos, estamos nos referindo a algo resultante de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada. Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.

Ao segregarmos os resíduos, estamos promovendo os primeiros passos para sua destinação adequada. Permitimos assim, várias frentes de oportunidades como: a reutilização; a reciclagem; o melhor valor agregado ao material a ser reciclado; a melhores condições de trabalho dos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; a compostagem; menor demanda da natureza; o aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

O que é controle social?

É o conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos.

O que é destinação final ambientalmente adequada?

É a destinação de resíduos que inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes, entre elas a disposição final. Devem ser observadas as normas operacionais específicas para evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e para minimizar os impactos ambientais adversos.

O que é disposição final ambientalmente adequada?
É a distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos.

O que são geradores de resíduos sólidos?
São pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo.
O que é gerenciamento de resíduos sólidos?
É um conjunto de ações exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Essa ações devem seguir um plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma da Lei 12.305/10.
O que é a gestão integrada de resíduos sólidos?
É um conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões políticas, econômicas, ambientais, culturais e sociais, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável.

O que é a logística reversa?

É um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial. O objetivo é que o resíduo sólido seja reaproveitado, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou que tenha outra destinação final ambientalmente adequada.

O que são padrões sustentáveis de produção e consumo?

É a produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras.

O que é reciclagem?
É o processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa.
O que são rejeitos?
São resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

O que são resíduos sólidos?

São materiais, substâncias, objetos ou bens descartados resultante de atividades humanas em sociedade, cuja a destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido. Também estão nesse grupo os gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.

O que é a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos?

É um conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados e para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos da Lei 10.305/10.

O que é a reutilização?
É o processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa.
O que é serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos?
É o conjunto de atividades previstas no art. 7º da Lei nº 11.445, de 2007.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente 

Diversidade Verde


O que é sustentabilidade?
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. 

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais. 

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.