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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Decreto regulará 'compra verde' do governo

O governo Dilma Rousseff prepara um decreto criando regras e instituindo um percentual obrigatório mínimo de compra de "produtos verdes" nas licitações públicas.

Será valorizada nas licitações a contratação de produtos e serviços que gerem menos resíduos e que tenham menor consumo de água, matérias-primas e energia em sua fabricação.

A iniciativa faz parte de uma agenda de propostas que o governo quer levar para discussão na Rio+20, a conferência de desenvolvimento sustentável da ONU que ocorre em junho no Rio de Janeiro.

Na conferência, o governo quer "dar o exemplo" e obter o compromisso público de alguns dos maiores consumidores do planeta -empresas, escolas, hotéis, hospitais, shoppings, setor público e outros- de adotarem cotas mínimas de compra de "produtos verdes" que agridam menos o ambiente.

O objetivo é criar escala de produção para esses produtos, que hoje custam mais caro por conta da demanda ainda muito restrita.

"Como o ente público é um grande comprador, ele induz todo o mercado. Nossa ideia é incentivar o setor privado a fazer o mesmo dentro de seus programas", afirma Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional do Ministério do Meio Ambiente.

Indústria nacional

Além de colocar o Brasil como protagonista do "consumo verde" global, a avaliação do governo é que a proposta beneficia o agronegócio e a indústria nacional que, entre outras vantagens, utiliza energia limpa das hidrelétricas e saiu na frente em tecnologias renováveis como álcool e biodiesel.

No ano passado, só 0,07% das compras governamentais foram de produtos considerados sustentáveis. Segundo o Ministério do Planejamento, o governo já fez R$ 22,2 milhões em compras de produtos sustentáveis em 1.546 processos licitatórios desde 2010.

O Programa de Contratações Públicas Sustentáveis tem 548 produtos considerados "verdes" no catálogo de materiais do Comprasnet.

Os ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente ainda discutem qual percentual de "compras verdes" deve ser adotado, sem tornar os gastos do governo significativamente maiores.

A primeira fase de implementação focará os produtos de almoxarifado, como itens de papelaria, embalagens e insumos do dia a dia das repartições públicas.

Em seguida, deve se estender para a compra de eletroeletrônicos, como ar-condicionado e computadores que gastem menos energia e não tenham materiais tóxicos.

Desafios

A terceira etapa envolverá produtos de limpeza, instituindo a compra de detergentes e produtos biodegradáveis, um dos itens que mais poluem esgoto e mananciais.

"É uma visão alinhada com o que a indústria quer e com iniciativas já em desenvolvimento", diz Maria Eugenia Proença Saldanha, presidente-executiva da Abipla, associação que reúne as indústrias de produtos de limpeza.

Um dos maiores desafios do setor de produtos de limpeza, formado 95% por empresas de pequeno e micro portes, é desenvolver o consumo consciente.

"Como há muita informalidade, nossa meta é a regularização das empresas para evitar despejo irregular e o desenvolvimento de produtos adequados", disse.

Estima-se que 55% da água sanitária usada do país seja de fábricas informais.
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A primeira feira de impressão digital e comercial da China

A primeira feira de impressão digital e comercial da China acontecerá entre os dias 15 e 17 de outubro em Zhuhai, a Print Consumables Capital of the world. iPrint (china) Expo espera receber 120 expositores de 10 países e regiões diferentes e 5.000 visitantes.

Estatísticas mostram que há mais de 500.000 lojas de impressão digital e quiosques na China. Eles oferecem em torno de 700.000 empregos e geram 50 bilhões de RMB (em torno de $ 7.91 bilhões de dólares) de receita todo ano.Alguns 500 fabricantes produzem hardware e suprimentos para impressão digital.

Em 2011, mais de 650.000 copiadoras/multifuncionais e 200.000 impressões digitais foram vendidos na china. Estima-se que o mercado de impressão digital na China valha 10 bilhões de RMB (em torno de $ 1.6 bilhões de dólares). Pesquisas apontam que esse número irá crescer 14% ao ano, duas vezes mais rápido que os 7% de média de crescimento em outras regiões da Asia.

“É essencial termos uma feira profissional para um mercado Chinês tão grande”, diz Tony Lee, diretor da Recycling Times Media Corporation. “Por isso faremos a iPrint Expo em 2012 – a primeira feira de impressão digital e comercial na China. Irá incluir pré-impressão, impressão digital e equipamentos acabados bem como fornecimento de suprimentos e consumíveis para impressoras e copiadoras”.

Equipamentos e consumíveis estarão na feira no mesmo local e ao mesmo tempo, oferecendo oportunidade de ver tudo junto. A iPrint (China) Expo 2012 também está programada para acontecer ao mesmo tempo que outras feiras regionais como a China Sourcing Fair, a Hong Kong Electronic Fair e a Canton Fair, permitindo uma economia aos compradores internacionais com a possibilidade de visitarem vários eventos na mesma semana.

A CIFEX/Remax Asia Expo, a maior feira da indústria de computação e imagem do mundo também acontecerá entre os dias 15 e 17 no mesmo local da Zhuhai Airshow Center. Espera-se que 440 expositores e 10.500 visitantes de todo o mundo compareçam na CIFEX|RemaxAsia Expo 2012.

Em 2012 Recycling Times estará na Remax@Paperworld, D-PES Digital Printers & Engravers & Signage, 19th South China International Printing Industry Exhibition, ReIndia Expo. A empresa de publicação e evento também atenderá ao ITEX, China OEC, Business inform Expo, ReciclaMais Expo, Drupa 2012 e algumas outras feiras no mundo para promover a iPrint Expo.

Além disso, a iPrint Expo será promovida através de 40 publicações regionais e internacionais, e fontes online em mais de 120 países e regiões.

Para mais informações, visitem o site iPrint Expo: www.iPrintexpo.com e da CIFEX|RemaxAsia Expo website: www.iRecyclingTimes.com.

Or contact:
Jessica Yin
Tel: +86 756 3919264
Email: Jessica.Yin@iRecyclingTimes.com

terça-feira, 27 de março de 2012

Ministério do Meio Ambiente quer dobrar número de consumidores conscientes

Na última quinta-feira (15) foi comemorado o Dia do Consumidor. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) aproveita a data para lembrar sobre o direito de um meio ambiente equilibrado. Para isso, segundo pesquisa do Instituto Akatu Responsabilidade Social, é preciso dobrar o número de consumidores conscientes, dos atuais 5% da população brasileira, para 10% até 2014.
"A meta se torna mais ambiciosa diante do aumento, em milhões de pessoas, da classe consumidora no Brasil", diz a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo.
O Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), construído junto com a sociedade, é um mapa que indica o caminho para atingir objetivos de desenvolvimento sustentável por meio de ações de produção e consumo. Os temas prioritários do plano são: educação para o consumo sustentável, compras públicas sustentáveis, agenda ambiental na administração pública, aumento de reciclagem de resíduos sólidos, varejo sustentável e construções sustentáveis.

Segundo pesquisas do Instituto Data Popular, entre 70% e 80% das decisões de consumo no Brasil são tomadas por mulheres. Portanto, para alcançar o desenvolvimento sustentável é fundamental conquistar as mulheres. Atualmente, está sendo feita uma outra pesquisa para entender esse universo de novos consumidores brasileiros, intitulada "O que os brasileiros pensam sobre o desenvolvimento sustentável".

"As mulheres hoje são maioria em diversos países. Somos 52% da população no Brasil. Os últimos censos mostram que, além de serem maioria, as mulheres formam a parcela mais escolarizada da população. Evidentemente, qualquer projeto de desenvolvimento de um país não pode abrir mão desse grupo", diz Samyra Crespo, coordenadora da pesquisa.